07/04/2021 às 11h43min - Atualizada em 07/04/2021 às 11h43min

Brasil pode sofrer falta de vacinas nas próximas semanas, diz presidente do Conass

Segundo o secretário, estoques de medicamentos para a intubação também estão no fim

Da redação, com 'Bem Paraná'
Foto: Governo do Maranhão
O Brasil corre o risco de sofrer uma severa falta de imunizantes contra a COVID-19 nas próximas semanas. O alerta é do presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e secretário estadual de Saúde do Maranhão, Carlos Eduardo Lula, conforme noticiado pelo ‘Bem Paraná’. Incerteza da chegada das doses prometidas pelo Ministério da Saúde e dificuldade de importação de insumos da China pelo Instituto Butantan estão entre os principais motivos do possível apagão de vacinas, explicou o presidente da entidade em entrevista à rádio CBN na manhã desta quarta-feira (7). 

Na visão do secretário, o país sofre hoje com decisões erradas tomadas no passado. “A gente apostou mal, a gente rejeitou vacinas, e agora não tem vacina suficiente para o Brasil. A gente tinha condição de ter começado a vacinar em novembro do ano passado”, afirmou Lula, acrescentando ainda que, em dez estados, os estoques de medicamentos para a intubação de pacientes acometidos pela COVID-19 também podem acabar em pouco mais de uma semana, tanto no sistema público de saúde quanto no sistema privado. 

Na entrevista, o presidente do Conass também criticou a proposta em tramitação na Câmara dos Deputados que autoriza a compra de vacinas pelo setor privado. Classificando o projeto como um “absurdo”, Lula afirma que ele pode criar uma concorrência entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e as empresas privadas. “A desfaçatez é tanta que chegou a ter uma cláusula que as empresas teriam isenção no imposto de renda para comprar essas vacinas, ou seja, não só íamos permitir um 'fura-fila' institucionalizado, como também toda a sociedade ia ter que arcar com o custo das empresas”, completou. 

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