08/04/2021 às 16h51min - Atualizada em 08/04/2021 às 16h51min

Líder do Sintropas sugere taxar aplicativos de transporte para ajudar no subsídio do transporte coletivo

Presidente do sindicato também propõe usar os vidros traseiros dos ônibus da VCG para publicidade

Da assessoria
Foto: Divulgação
Na manhã de hoje (8), o presidente do Sintropas, Luizão, participou do programa 'TNews' da Rádio T, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 8h, sob o comando de Márcio Martins e Roberta Gross.

Durante cerca de 30 minutos, o líder sindical esclareceu questões sobre o transporte público em Ponta Grossa e apresentou ideias inovadoras para solucionar os problemas do segmento, sem onerar custos aos cofres públicos. De acordo com Luizão, o município deveria seguir o modelo implantado em cidades de diversas localidades do país e do mundo, onde o valor da tarifa é menor que o cobrado em Ponta Grossa e o sistema é mais eficiente.

“Em Ponta Grossa, por exemplo, o transporte alternativo não é regulamentado e a concorrência acaba sendo desleal. O ISS não é recolhido aqui e não existe uma tarifa para as empresas que operam nesta modalidade de transporte. Em Curitiba foi criado um fundo e em toda viagem é cobrada uma tarifa que é revertida para o transporte público. Em Araucária, a tarifa custa R$ 2,20 e o salário do motorista é mil reais a mais que aqui. A diferença é que as Prefeituras tratam o transporte como um bem da cidade”, considera.

Uma alternativa para Ponta Grossa, já apresentada inclusive ao Conselho Municipal de Transporte, envolve a publicidade nos veículos. A sugestão dada foi de que os espaços em seus vidros traseiros fossem comercializados às empresas e revertidos em subsídio, para o pagamento dos funcionários.

“Tem 200 ônibus da VCG rodando. Se cada veículo circulasse com uma propaganda de mil reais, ao final do mês seriam R$200 mil a mais para o caixa da empresa. Mas existe vontade? Isso não depende do sindicato”, questiona.

Se os órgãos competentes não tomarem providências em relação ao transporte coletivo, a tendência é que a situação se torne ainda mais caótica, avalia o representante da entidade sindical. “Hoje as pessoas dividem corrida nos aplicativos, onde embarcam de suas próprias casas e desembarcam onde desejam. Entre escolher entre o transporte coletivo lotado ou um veículo com ar condicionado, vão optar pelo aplicativo. Alguns exemplos estão aí, mas o executivo e o legislativo não se atentam para isto e, quanto mais demora para resolver, mais cara a tarifa fica”.

Pandemia 

O presidente do sindicato frisou que entende e se solidariza com a pandemia, além de demonstrar preocupação com a saúde dos trabalhadores e dos usuários, que utilizam o transporte público. No entanto, reafirma que em outras cidades, onde também foram adotados critérios rígidos para evitar a propagação da Covid-19, não houve a necessidade de alterar o funcionamento do transporte, muito menos suspender seu funcionamento. “Em Curitiba teve decreto, mas o Governo do Estado subsidia o transporte público e ao invés de suspendê-lo, a frota foi mantida 100% e não houve lotação nos ônibus porque a capacidade de lotação máxima foi reduzida e fiscalizada”.

Para finalizar, Luizão enfatiza que além dos mais de 1.100 trabalhadores, toda a cidade é lesionada pela falta de salário da categoria. “Os estabelecimentos comerciais também deixam de vender e o dinheiro não circula. É uma situação onde toda a cidade perde”, conclui.

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