12/04/2021 às 15h32min - Atualizada em 12/04/2021 às 15h32min

​Vereador aciona Justiça para impedir renovação de contrato com empresa investigada

Parlamentar sugere criação de um evento de inovação digital para descobrir soluções para o EstaR Digital

Da redação
Foto: Divulgação
O vereador Geraldo Stocco (PSB) vai acionar o Poder Judiciário para impedir que a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG) renove o contrato do Estar Digital com a empresa Cidatec. Stocco enviará um ofício ao Ministério Público (MP) e também irá ajuizar uma ação na tentativa de impedir que se renove o contrato público com a companhia que tem sócios investigados por corrupção.

A Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) já decidiu prorrogar a renovação do contrato com a companhia até abril de 2022 - a decisão foi tomada por meio de um aditivo. Para Stocco, a renovação é prejudicial e imoral. "Não é possível imaginar que se renove por um ano um contrato com uma empresa que teve vários sócios presos em um esquema de corrupção. Isso não é ético e nem é bom para a cidade", diz Stocco.

O argumento do vereador é baseado na operação do Grupamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Gaeco) que prendeu dois parlamentares, o então presidente da AMTT e sócios da Cidatec em dezembro de 2020. "Há uma confissão de um vereador sobre pagamento de proprina por parte da empresa. Tão imoral quanto ele continuar com mandato é a empresa seguir prestando serviços como se nada tivesse acontecido", diz Stocco.

O vereador já havia sugerido que a Prefeitura realizasse um Hackathon (evento de inovação digital) para descobrir novas soluções para o EstaR Digital e possibilitar a criação de um novo aplicativo. "Me parece que se o Hackathon não for a melhor saída, a possibilidade é abrir uma nova licitação. Mas renovar o contrato com uma empresa envolvida em um escândalo não me parece plausível", destaca Stocco.

A decisão em prorrogar o contrato com a Cidatec foi publicada no primeiro dia de janeiro em Diário Oficial e estende o vínculo com a empresa até 2022. Para Stocco, além de imoral, a medida tem tons de ilegalidade diante das investigações que envolvem a Cidatec.

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