18/02/2021 às 11h43min - Atualizada em 18/02/2021 às 11h43min

Fotógrafo Laertes Soares fala sobre trabalho, fotografia e a busca incessante pela poesia das imagens

Conhecido pelas fotografias de casamento, Laertes também trabalha com fotos individuais, casais, gestantes e famílias: "A minha dedicação é máxima em tudo que faço"

Por Rafael Guedes
A história de Laertes Soares com a fotografia é longa. O gosto dele pelas imagens começou já nos seus 15 anos de idade. “Tudo iniciou como uma paixão que, ao longo do tempo, virou não só a minha profissão, mas o meu estilo de vida”, afirma. Hoje, o fotógrafo ponta-grossense já completa 24 anos de estrada, ao longo dos quais passou por diversas áreas da fotografia. “Tentei ao máximo explorar todas as áreas que a fotografia me oferecia, mas a minha grande paixão sempre foi a fotografia de casamentos”, observa. Na entrevista a seguir, Soares vira o foco para si mesmo e fala, entre outros assuntos, sobre trabalho, fotografia, mercado e a busca pela poesia das imagens.

Você se tornou um dos maiores ícones da fotografia em Ponta Grossa. Qual é, na sua visão, o grande diferencial do seu trabalho?

Fico muito feliz por lembrarem do meu nome quando falam em fotografia. Acredito muito em trabalho, e o reconhecimento é a consequência dessa dedicação, uma dedicação que eu certamente coloco como destaque na minha fotografia. A minha dedicação e o meu carinho são máximos em todo trabalho que eu faço.

Atualmente, você trabalha muito com pessoas – personalidades, casais, gestantes, crianças, famílias etc. Qual é o maior desafio de fotografar pessoas?

Eu me sinto muito à vontade em fotografar pessoas. Amo conhecer histórias e passá-las para a fotografia. O maior desafio desse trabalho é realmente passar a verdade, transmitir em imagens um amor, uma beleza, uma felicidade; produzir imagens que façam com que todos respirem, de alguma forma, aquele momento vivido.



Existe um estilo de fotografia que você ainda gostaria de fazer?

Eu apenas gosto de ser livre para fotografar. Não sei se gosto desse ou daquele estilo. Apenas gosto de respirar e criar aquilo que estou sentindo em cada novo trabalho. Sem seguir regras.

Como foi o seu processo de evolução na fotografia?

Eu acredito que sempre estarei nesse processo de evolução. Isso me faz estar vivo, me faz querer aprender cada vez mais e me motiva ano após ano. Mesmo já tendo passado por muitas etapas incríveis da fotografia, continuo correndo atrás todos os dias para evoluir.



Quais são as suas principais referências na fotografia?

Eu poderia fazer uma lista com grandes nomes nacionais e internacionais, mas, no fundo, as nossas maiores referências sempre estão ao nosso lado, e, sem dúvida alguma, uma grande referência para mim é o ‘seu’ Domingos [Domingos Silva Souza], daqui mesmo de Ponta Grossa. Quero muito poder chegar na idade dele e ter os meus olhos brilhando ao falar de fotografia, da mesma forma como brilham os olhos dele.

Qual é a principal qualidade de um bom fotógrafo, na sua visão?
Transmitir a verdade.



Muitas das suas fotos têm um marcante toque de poesia. Como você consegue imaginar cenas tão sensíveis?

Que legal você ter feito essa pergunta, pois quem me conhece sabe que realmente busco transmitir poesia em forma de fotografia. Acredito no poder de uma imagem e na sua composição. E isso acontece porque respiro aquela paisagem ou as pessoas que estou fotografando, e só registro o que realmente vejo.

Fotógrafos fazem muito uso de programas de edição de fotos, o que é normal. Você acredita que há limites para o uso desses programas?

Hoje vivemos na era das grandes edições e dos aplicativos, mas, sim, na minha opinião existem limites, pois acredito no velho ditado “Menos é mais”.



Que conselho você daria aos fotógrafos que estão começando a usar esses programas?

O que indico é que procurem as suas referências e os seus gostos, pois quem utiliza programas de edição e não tem referências certamente peca pelo excesso.

Como você avalia o mercado de fotografia em Ponta Grossa de modo geral?

Eu vim de uma outra época da fotografia em Ponta Grossa, e posso dizer o quanto os nossos profissionais evoluíram, novos locais se abriram, surgiram novos segmentos e mercados. Antes, víamos os profissionais atuando apenas em poucas áreas. Hoje isso mudou, pois a nossa cidade cresceu e abriu novas oportunidades. Algo que sempre vamos trabalhar é pela valorização dos profissionais, para erguer a nossa classe e ajudar na formação de novos grandes nomes.



Quais são os seus sonhos na fotografia? Há algum projeto que você ainda gostaria de realizar?

Bem, o meu grande sonho é aquilo que eu tinha falado antes – nunca perder o brilho no olhar ao falar de fotografia. Essa profissão ou paixão que me faz viver em um mundo com mais alegria, amor e paz; e que é responsável por quem eu sou, não só no âmbito profissional, mas também na minha vida particular. Então, esse é o meu sonho: que esse brilho no meu olhar dure para sempre. E tenha certeza: projetos é o que não falta por aqui.
 

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