21/04/2021 às 10h07min - Atualizada em 21/04/2021 às 10h07min

Frente Ampla Democrática pede que prefeita Elizabeth vete PL do kit covid

Na visão da entidade, o município está sendo "vítima da total irracionalidade do poder público"

Da redação
Foto: Divulgação
A Frente Ampla Democrática (FAD) de Ponta Grossa lançou nesta terça-feira (20) a campanha “#VetaElizabeth”, em que pede à prefeita do município, Elizabeth Schmidt, o veto ao Projeto de Lei (PL) 35 / 2021, mais conhecido como "PL do kit covid". A iniciativa conta com apoio do mandato coletivo do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), encabeçado pela vereadora Josiane Kieras.  

Na visão da entidade, o município está sendo "vítima da total irracionalidade do poder público" por conta da aprovação do LP pela Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG), na última segunda-feira (19). "Este ‘kit covid’ já foi amplamente discutido pela comunidade científica em razão de sua ineficácia, incluindo a Organização Mundial da Saúde [OMS], a Sociedade Brasileira de Infectologia [SBI] e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa]", argumenta em manifesto publicado nas redes sociais. 

A entidade diz ainda que, se o kit realmente funcionasse, "estaríamos em um contexto muito favorável, sem medo de perder amigos e entes queridos". Citando um artigo da revista 'Nature', a FAD observa que o uso da hidroxicloroquina – um dos medicamentos que integram o kit covid – é associado ao aumento da mortalidade em pacientes com COVID-19, em razão dos danos que pode causar ao fígado. "Em síntese, a matéria do PL aprovado é um imenso retrocesso aos esforços somados nas práticas coletivas e de todo o conjunto da saúde pública", aponta. 

No manifesto, a FAD menciona também que as medidas tomadas para combater a "maior crise sanitária do século" estão sendo "completamente ridicularizadas". "No terceiro país onde mais morrem pessoas por falta de leitos de UTI, por falta de remédios necessários para intubação e pelo descaso das administrações públicas que optam por um projeto genocida, não é precipitado afirmar que as mortes poderiam ter sido evitadas."

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