21/04/2021 às 16h07min - Atualizada em 21/04/2021 às 16h07min

FOTOS: Conheça as freiras de PG que encantam com o seu hábito cor de rosa

​Revezando-se 24 horas por dia diante de Jesus Sacramentado, elas apresentam sem cessar a Deus as suas orações por todos os necessitados

Da redação
Foto: Divulgação
De onde são essas freiras com tão belo hábito cor-de-rosa? Como vivem elas? São do Brasil. Mais especificamente, do município de Ponta Grossa, onde levam uma vida de clausura, no silêncio e na oração, cumprindo a elevada missão para a qual Jesus as chamou: a adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento, sustentadas pela graça de Deus. 

“Trazemos em nossos corações todas as necessidades e tribulações do mundo”, dizem elas de si mesmas, com toda propriedade. Revezando-se 24 horas por dia diante de Jesus Sacramentado, elas Lhe apresentam sem cessar a suas orações por todos os necessitados. De modo muito especial, oferecem a sua vida de preces e sacrifícios pela santificação dos sacerdotes e pela obra. Sete vezes ao dia, elas se reúnem na Capela para cantar o Ofício Divino, prestando em nome da Igreja sucessivos atos de louvor e ação de graças a Deus.

Elas pertencem à Congregação das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua. Esse nome, cheio de beleza e simbolismo, resume o seu programa de vida: estar a serviço do Espírito Santo, passando a vida como uma tocha ardente de amor diante de Jesus Sacramentado. A sua origem remonta ao ano de 1865, quando Santo Arnaldo Janssen, sacerdote alemão canonizado em 2003, junto a um de seus primeiros colaboradores, o Pe. José Freinademetz, fundou a conhecida Sociedade do Verbo Divino, de padres e irmãos missionários. Em 1889, Santo Arnaldo fundou um ramo feminino, também destinado às atividades missionárias, a Congregação das Servas do Espírito Santo, tendo como co-fundadoras a Beata Maria Helena Stollenwerk e a Serva de Deus Hendrina Stemanns. Santo Arnaldo havia, assim, colocado a serviço da Igreja duas pujantes congregações de vida ativa. 

Mas ele tinha uma convicção profunda de quanto a obra missionária necessita de orações para alcançar os frutos desejados. Por outro lado, nutria grande devoção a Jesus Eucarístico e, como santo de largos horizontes, via bem o grande valor que tem para a Igreja e o mundo a Adoração ao Santíssimo Sacramento. Decidiu, pois, fundar também um instituto de religiosas enclausuradas, cujo principal objetivo fosse estar aos pés de Jesus Sacramentado, implorando graças para fazer frutificar o trabalho dos padres e das irmãs missionárias. Daí surgiu o ramo contemplativo, as Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua. Para essa nova fundação, SantoArnaldo contou com a valiosa colaboração da Madre Maria Micaela. Como primeira Superiora Geral, ela transmitiu à jovem Congregação, com muita fidelidade, o espírito, a inspiração e a herança espiritual do Santo Fundador, e por isso é considerada co-fundadora. Seu hábito cor-de-rosa não foi escolhido apenas em função da beleza. Ele simboliza a consagração de cada irmã ao Espírito Santo, e significa também a alegria de estar a serviço do Reino de Deus.

A obra fundada por Santo Arnaldo prosperou. As três Congregações, juntas, possuem em torno de dez mil membros espalhados pelo mundo inteiro. O ramo contemplativo tem vinte casas, em dez países. No convento de Ponta Grossa, 18 irmãs levam com júbilo asua vida de holocausto em benefício das missões. 

Um dia no convento

É alta madrugada, a cidade ainda dorme. Na Capela do Convento, arde uma lamparina de azeite, anunciando a presença do Santíssimo Sacramento. Acesa está também uma lâmpada viva: a irmã que fez a seu turno de adoração. Pouco antes das cinco horas, lá se reúnem todas as freiras para a primeira oração litúrgica do dia, o cântico de Laudes. Segue-se, então, meia hora de meditação pessoal, após a qual assistem à Missa. Ao longo do dia, sucedem-se os demais atos de piedade, coletivos ou individuais: Ofício Divino, recitação do Rosário e da Via-Sacra, leitura espiritual, turnos de adoração, estudo da Bíblia.

“Ora et labora” [Orar e trabalhar] é o lema de toda casa religiosa. Assim, fazem elas todo o serviço da casa: cozinhar, lavar, passar, costurar, limpeza e jardinagem. E ainda encontram tempo para confeccionar hóstias e paramentos litúrgicos, executar trabalhos artesanais e, inclusive, tomar uma hora de repouso após o almoço. Há também momentos de recreação que ajudam a alimentar a comunhão fraterna através de um diálogo alegre e descontraído. 

O dia encerra-se em torno de 20h45, com a última oração litúrgica, feita em comunidade. Depois disso, reina no mosteiro completo silêncio. Na Capela, continua acesa a lamparina de azeite, e, de joelhos, uma freira em adoração arde de amor a Deus. As demais, num íntimo colóquio com o Espírito Santo, retiram-se para o repouso em suas celas. Em breve, elas adormecerão, mas os seus corações fiéis continuarão velando.

O convento das irmãs está localizado na rua Nunes Machado,150, região do bairro Colônia Dona Luiza. 
Confira fotos das religiosas (as três primeiras são de Ponta Grossa e o restante é de várias partes do Brasil):

 














Texto originalmente publicado na edição de outubro de 2004 da revista ‘Arautos do Evangelho’.
 
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