25/02/2021 às 09h08min - Atualizada em 25/02/2021 às 09h08min

Polícia Civil de PG realiza prisão preventiva de suspeitos ligados ao desaparecimento da empresária Marlene

Casal está sendo investigado pela prática do roubo agravado e também poderá responder pela prática de homicídio e ocultação de cadáver

Da assessoria
Foto: Divulgação / Polícia Civil
 
A Polícia Civil de Ponta Grossa realizou, na manhã desta quinta-feira (25), no bairro Jardim Carvalho, em Ponta Grossa, a prisão preventiva de um casal acusado de estar envolvido no desaparecimento da empresária Marlene.
 
Para a polícia, a prisão dos suspeitos é um importante passo para a investigação, que agora deve seguir para a sua conclusão.

O casal está sendo investigado pela prática do roubo agravado e também poderá responder pela prática de homicídio e ocultação de cadáver.

As investigações seguem com o intento de localizar a empresária, que ainda está desaparecida.

O casal será interrogado e serão realizadas as últimas diligências com a finalidade de concluir as investigações.
 
Relembre o caso 
 
As investigações começaram assim que a Polícia Civil tomou conhecimento do desaparecimento de Marlene, no dia 17 de dezembro de 2020, por volta das 16h.
 
Após deixar o seu veículo em um estacionamento na região central da cidade, a empresária embarcou no carro do casal suspeito e desde então nunca mais foi vista.
 
Foram ouvidos, inicialmente, os suspeitos, familiares da vítima e um ex-namorado. A versão apresentada pelo casal era de que o encontro se deu para destrocar notebooks em razão de uma suposta negociação, tendo Marlene, nessa ocasião, pedido que o casal a levasse até o ex-namorado em determinada região da cidade.
 
No entanto, foi constatado que o encontro nunca aconteceu, tendo o ex-namorado chegado em casa antes do desaparecimento e não tendo mais saído do local, que fica distante do suposto ponto de encontro alegado pelos suspeitos.
 
Também foi constatada, no curso da investigação, a ocorrência de um roubo no final da manhã do dia 17 de dezembro, ocorrido no bairro de Uvaranas, crime que não havia sido noticiado. O boletim de ocorrência só foi registrado após a intimação da vítima pela Polícia Civil. 
 
Neste roubo, o casal que estava na residência foi rendido por assaltantes que queriam exclusivamente um cofre que seria de um parente por afinidade de Marlene. Uma das vítimas do roubo alegou que os assaltantes o chamaram pelo nome e que a empresária havia mandado mensagem, pouco antes do roubo, perguntando se ele estaria na residência no horário do almoço (horário aproximado do crime). Segundo a vítima, era Marlene quem guardava o referido cofre antes de ele passar a ser guardado na residência em que teria sido roubado.
 
Apurou-se, no curso de investigação, que Marlene e a suspeita eram muito próximas, mantendo contato intenso, inclusive em datas próximas ao desaparecimento.
 
No dia do desaparecimento, constatou-se que ela esteve na residência do casal, ocasião em que tomou café da manhã e que, possivelmente, mandou a mensagem para a vítima do roubo perguntando se estava em sua residência. Algumas horas depois, ocorreu o roubo.
 
No curso da investigação foram coletadas informações contundentes de que Marlene teria, dias antes, repassado informações privilegiadas para a prática do roubo.
 
Há 15 dias, os pertences da empresária foram localizados em uma área rural no distrito de Uvaia.

Notícias Relacionadas »