28/05/2021 às 15h45min - Atualizada em 28/05/2021 às 15h45min

“Stocco ia transformar a CPI em palanque eleitoral”, diz Bianco sobre CPI da VCG

Presidente da CPI diz que a saída do vereador do PSB da relatoria não vai afetar o desempenho da comissão

Da redação
Foto: Divulgação
Na última terça-feira (25), o vereador Geraldo Stocco (PSB) foi retirado da relatoria da chamada CPI da VCG, dando início a uma crise no interior da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar a Viação Campos Gerais (VCG). Em nota oficial enviada à imprensa nesta quinta-feira (27), o parlamentar denunciou o que chamou de “manobra” e “velha política” (leia aqui). 

O presidente da CPI, Leandro Bianco (Republicanos), explica que o vereador do PSB foi retirado da relatoria  porque, segundo o parlamentar, transformaria a comissão em um “palanque político”. “A maioria decidiu que o [vereador] Léo Farmacêutico seria a pessoa mais indicada para ser o relator dessa CPI, pois não usaria a CPI politicamente, não quer fazer uma CPI política, como palanque eleitoral. Essa foi a razão”, esclarece.

Sobre a acusação de que estaria fazendo “velha política”, Bianco afirma que velha política é “querer fazer de algo tão sério, como uma CPI, um palanque eleitoral, ficar criando lives em redes sociais, em vez de trazer as respostas de que a população realmente precisa”, rebate. “Ele [Stocco] não foi eleito para a relatoria porque os integrantes da CPI entendem que o trabalho deve ser feito com integridade e não transformado em um circo. Ele deveria ficar triste por ofender os seus colegas vereadores, que, assim como ele, foram eleitos pela população.”

Desempenho 

A retirada de Stocco do cargo de relator, segundo Bianco, não vai afetar o desempenho da CPI. “Os trabalhos não serão em nada prejudicados, como ele alega, por ele não ter sido escolhido o relator da CPI. Muito pelo contrário: estaremos trabalhando com afinco para trazer às claras o que acontece no transporte público de Ponta Grossa, o contrato que a Prefeitura tem com a VCG, e vamos trazer à tona muitos questionamentos da população”, garante. 

Apesar de ter saído do posto de relator, Stocco continua como integrante da comissão, junto a Adriana Jamier da Silva (SD) e Divonsir Pereira Antunes (PSD). Stocco foi o responsável pelo pedido de instauração da comissão e oficializou a proposta no mesmo dia que foi aprovado o Projeto de Lei 86/21, que previa indenização de R$1,7 milhão à VCG. A criação da CPI foi aprovada em plenário na sessão da última segunda-feira (24).

“O fato de ele [Stocco] ter proposto a CPI não quer dizer que ele deve ser o presidente ou o relator. Tanto a presidência quanto relatoria são escolhidos com os votos dos integrantes, aqueles que foram eleitos para compor a CPI”, conclui o vereador do Republicanos. 

Investigação 

Segundo o requerimento protocolado na Câmara Municipal, a CPI da VCG vai investigar as planilhas de custos e gastos do transporte público coletivo de Ponta Grossa; as operações que resultaram na falta de pagamento dos salários dos trabalhadores da VCG; identificar quem são os diretores da empresa, quais são suas atribuições e qual é a remuneração dos mesmos; identificar se o salário dos diretores da empresa também está sendo pago de forma parcelada e em atraso; identificar o lucro que a empresa obteve nos últimos 12 anos, mês a mês; e analisar as atas de reunião dos últimos 12 anos do Conselho Municipal do Transporte.

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