29/05/2021 às 10h26min - Atualizada em 29/05/2021 às 10h26min

Região enfrenta altas taxas de letalidade por COVID-19, alerta chefe da 3ª Regional de PG

Segundo Robson Xavier da Silva, estratégia de testar, isolar, rastrear e monitorar é a ideal para a região

Por Rafael Guedes
Foto: Divulgação
O diretor-chefe da 3ª Regional de Saúde de Ponta Grossa, Robson Xavier da Silva, manifestou nesta semana a preocupação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) sobre o atual momento da pandemia na região dos Campos Gerais, com altas taxas de ocupação de leitos e a possibilidade de esgotamento de leitos clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 

De acordo com Silva, não se trata somente da indisponibilidade de estruturas físicas. Há também dificuldades de aquisição de medicamentos, contratação de profissionais e a necessidade de atendimento de pacientes com outras emergências, como infartos, acidentes vasculares cerebrais (ACVs), traumas diversos e consequências das várias formas de violência, fatores que têm sobrecarregado o sistema de saúde.

O diretor-chefe da 3ª Regional observa ainda que a região apresenta uma alta taxa de letalidade no momento. Segundo ele, a cada 100 pacientes da região, 2,5 vem a óbito. 


Outra preocupação apresentada nos últimos 30 dias refere-se ao fato de 65% dos casos confirmados serem de pessoas entre 21 e 50 anos, mostrando uma mudança no perfil da doença. Junto a isso, as condições clínicas dos pacientes dessa faixa etária demandam maior tempo de hospitalização, causando sobrecarga ao sistema. “Vem daí as altas taxas de ocupação e o grande número de pessoas aguardando um leito em todo o estado do Paraná”, explica. 

Segundo Silva, a região também enfrenta o silencioso problema dos casos assintomáticos. Ele observa que, dos mais de 60 mil casos confirmados na região, cerca de 20% eram assintomáticos, ou seja, não apresentavam sintomas e poderiam ter contaminado outras pessoas, caso não tivessem sido testados, isolados e monitorados. 

Estratégia 

Diante desse cenário, o diretor-chefe da 3ª Regional defende a adoção de estratégia preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde (MS) e Sesa de testar e, caso confirmado, isolar as pessoas e rastrear os contatos que elas mantiveram nos últimos dias, monitorando casos confirmados e suspeitos.

“Esse é um padrão da epidemiologia, e, principalmente nesse momento de enfrentamento à possível variante indiana, é isso que se preconiza. Testar, isolar, rastrear e monitorar são as palavras de ordem. Essa é uma importante estratégia para a contenção do vírus, considerando que a vacinação ainda está em curso”, aponta. 

Silva acrescenta que um dos pontos positivos a se destacar é que os serviços de saúde estão mais sensíveis e testando mais. De acordo com ele, na última semana, foram realizados mais de 7.500 testes em toda a região, dos quais cerca de 20% foram positivos. 

Medidas

“Esse enfrentamento é de toda a sociedade. Enquanto ainda não tivermos a nossa população imunizada, não podemos descuidar das medidas simples que têm se demonstrado eficientes. Higienizar frequentemente as mãos, evitar aglomerações e respeitar o distanciamento físico, e usar máscaras sempre que precisarmos sair de casa são medidas simples que salvam vidas”, conclui.

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