01/06/2021 às 15h22min - Atualizada em 01/06/2021 às 15h22min

"Não podemos fingir que nada está acontecendo", dizem vereadores sobre Felipe Passos

Vereador do PSDB é investigado por "rachadinha", e assédio moral e sexual; Stocco (PSB) e Josi (PSOL) pedem cassação do parlamentar

Da assessoria
Foto: Divulgação
Os vereadores Geraldo Stocco (PSB) e Josi do Coletivo (PSOL) protocolaram na tarde desta sexta-feira (28) o pedido de cassação do parlamentar Felipe Passos (PSDB). O tucano está sendo investigado pelo Poder Judiciário pelo crime de peculato, conhecido como rachadinha, e assédio moral. Nesta semana, o Poder Judiciário determinou, em caráter liminar, o bloqueio de R$ 50 mil em bens de Felipe Passos.

Para Stocco e para o mandato coletivo do PSOL, formado por Josi Kieras, João Luiz Stefaniak, Guilherme Mazer e Ana Paula de Melo, a decisão da Justiça reforça a tese de que Felipe cometeu quebra de decoro e, desta forma, deve ter o mandato cassado. "Na nossa concepção, o vereador cometeu um crime grave ao exigir que seus funcionários devolvessem parte do seu salário para ele, sem falar do assédio moral", conta Stocco.

"Diante das robustas provas de atos de improbidade administrativa, denunciados pelo Ministério Público, e da decisão liminar que bloqueou R$ 50 mil do vereador, não podemos fingir que nada está acontecendo. Assim como toda a população, queremos que a Câmara apure os fatos e tome as providências devidas", afirma o mandato coletivo do PSOL.

A decisão da magistrada Luciana Virmond Cesar, 2ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa, foi tomada em uma ação ajuizada pelo Ministério Público. Na ação, o MP alega que Felipe "exigiu dinheiro, bens e pagamentos por parte de sua equipe e de outros servidores do Poder Executivo como contraprestação pela nomeação ou indicação", além de assediar "moralmente e sexualmente os servidores subordinados, bem como os obrigou a trabalhar na campanha eleitoral sem contraprestação ou registro".

A decisão da Magistrada relata ainda que há diversos depoimentos de pessoas que trabalharam com o réu em que são feitos "relatos de exigência de valores e assédios sofridos". "O réu utilizou seu mandato de vereador para obter vantagens patrimoniais para si, além de causar dano ao erário e ofender os princípios que regem a administração pública", destaca a decisão da magistrada.

O pedido de cassação de Stocco e do mandato coletivo do PSOL foi lido em plenário nesta segunda-feira (31) para que os trâmites burocráticos sejam adotados.

Notícias Relacionadas »