15/06/2021 às 09h56min - Atualizada em 15/06/2021 às 09h56min

Mais de mil mortes pela COVID em PG. O que poderíamos ter feito de diferente?

O que faltou ser feito para que o município não atingisse esse triste recorde? Como avaliar a gestão da pandemia em Ponta Grossa? E, acima de tudo, como evitar que mais mil mortes ocorram? Fizemos essas perguntas a dez personalidades, entre especialistas, médicos, lideranças e empresários, para saber o que elas pensam

Da redação
Cemitério Vicentino, em Ponta Grossa (Foto: Sergio Duze)
Há exatos um ano e três dias da primeira morte por COVID-19 no município de Ponta Grossa (9 de junho de 2020), a Prefeitura Municipal decretou luto pelas mil vítimas da doença, marca atingida no último sábado (12). Nesta segunda-feira (14), o número de mortos pelo novo Coronavírus, segundo a Fundação Municipal de Saúde (FMS), já era de 1.014. Na tentativa de conter a propagação do vírus e evitar novos óbitos, o Poder Executivo vem publicando seguidos decretos de combate à COVID-19. Apesar disso, o município já passou dos mil mortos e atingiu a marca de 42.655 ponta-grossenses infectados. Onde será que nós (e frise-se o “nós”, pois inclui governo e sociedade) erramos? O que poderíamos ter feito de diferente para não atingir esse macabro recorde? Como avaliar a gestão da pandemia em Ponta Grossa? E, acima de tudo, como evitar que mais mil mortes ocorram? Fizemos essas perguntas a dez personalidades do município, entre especialistas, médicos, lideranças e empresários, para saber o que elas pensam. 

BLOQUEIO DA VARIANTE P1 E ANTECIPAÇÃO DA VACINA 


“Esse quantitativo de mortes aconteceu porque houve um revés na pandemia, ao final do ano de 2020. Que revés? A variante P1, bem mais agressiva, que trouxe implicação no aumento da agressividade da doença e, consequentemente, o aumento no número de mortes. O cenário, antes dessa variante, não é o mesmo que se observa hoje. Era um cenário em que os pacientes não ficavam tão graves, com tanto tempo dentro das UTIs [Unidades de Terapia Intensiva] e os óbitos eram em uma quantidade menor. 

Talvez, então, quando a primeira variante apareceu no Amazonas, se o Ministério da Saúde tivesse feito um bloqueio desse vírus na região, não teria levado paciente de um lado para o outro com a variante e talvez não tivéssemos esse cenário hoje. Mas como saber isso, não é? Isso é algo difícil de prever. 

O mundo vem lidando com uma forma imprevisível da doença. Hoje, nós temos a variante indiana circulando. Inclusive, em países que estão com a sua população totalmente vacinada tem casos aparecendo. Então, se eu pudesse dizer o que eu gostaria de ter feito, lá no passado, talvez fosse iniciar a vacinação antes, se houvesse essa possibilidade. Hoje, o que posso falar que nós podemos fazer é acelerar o processo de vacinação, para que a população fique mais protegida a cada dia. Assim, haverá menos pessoas adoecendo, menos contaminados e menos pacientes irão parar em leitos do hospital. Consequentemente, evitaremos novos óbitos.

O que o município pode fazer é ser rápido na aplicação, assim que a vacina chega. Nós já temos a estratégia traçada e efetivamos a aplicação no braço do nosso munícipe da forma mais rápida possível, mas, evidentemente, dependemos do envio das doses pelo Governo Federal e pelo Governo do Estado”

RODRIGO MANJABOSCO é presidente da Fundação Municipal de Saúde

 
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RELAXAMENTO, ATRASO NA VACINAÇÃO E FALTA DE EMPATIA 


“Apesar de, no início da pandemia, a cidade ser uma das últimas de seu porte a registrar óbitos em decorrência da doença, com o passar dos meses, a nossa realidade mudou. A falsa sensação de que o vírus estaria indo embora e o cansaço que o isolamento trouxe fizeram com que as medidas de prevenção fossem deixadas de lado. 
Somado a isso, cresceram as crises envolvendo uma politização da pandemia e, em vez da união da sociedade no combate à pandemia, ela acabou por dividir-se, devido ao extremismo político alavancado por essa situação atípica. 

Foi evidente a falta de participação em políticas públicas relacionadas ao quesito prevenção da doença. Ficou visível também a falta de percepção das pessoas no quesito ‘cuidar do outro’, em que muitos contaminaram amigos e familiares por acreditar que o cuidado seria apenas uma escolha sua de contaminar-se ou não. 
Outro ponto importante foi o atraso na chegada das vacinas ao país, acarretada por uma liderança negacionista e obscurantista. Se tivéssemos acesso aos imunizantes na mesma época que alguns países europeus, possivelmente pouparíamos muitas famílias de chorarem as mortes de seus entes queridos”

ELISANGELA GUEIBER MONTES é doutora em Ciências Farmacêuticas e professora-adjunta da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)

 
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VERBA FEDERAL, HOSPITAL EVANGÉLICO E POLICLÍNICAS


“O que poderíamos ter feito de diferente? Primeiro, uma grande economia na Prefeitura, e só ali, nos cargos em comissão, teríamos uma economia mensal de R$ 800 mil, que poderiam ser direcionados para a saúde. E aqueles R$ 64 milhões, que vieram do Governo Federal para o combate à COVID-19 na nossa cidade, nós iríamos direcionar totalmente para as ações de enfrentamento à pandemia, o que acabou não sendo feito. Uma parte desses recursos foi usado para cobrir a folha de pagamento. Folha de pagamento é obrigação do gestor, e não tem que ter dinheiro da COVID para isso. 

Nós também alugaríamos o espaço do antigo Hospital Evangélico, que chegou a ser oferecido para a Prefeitura, mas que acabou sendo recusado, para fazer um grande centro de recebimento de pacientes com COVID. Equiparíamos os leitos do Hospital Evangélico para termos a referência municipal ali tambem. 

Além disso, teríamos aberto duas policlínicas em bairros extremos para atender as outras demandas da saúde, porque nós sabemos hoje que a UPA [Unidade de Pronto Atendimento] Santana é um local que está recebendo pacientes de outras especialidades, que não de COVID-19, e, infelizmente, a superlotação está acontecendo. 
Nós também teríamos antecipado a compra de medicamentos relacionados à COVID-19, uma vez que a Prefeitura acabou esperando vir do Governo do Estado e não fez essa compra. E também adiantaríamos a questão do oxigênio. Infelizmente, só agora a Prefeitura começou a pensar em uma fábrica própria de oxigênio. Esses dias tivemos um problema na UPA Santa Paula em relação a isso.

Com o dinheiro do Governo Federal, também poderíamos ter criado um subsídio para alguns grupos de pessoas. Para se ter uma ideia, os R$ 64 milhões dariam para atender 69 mil pessoas com um auxílio de R$ 606,00. Nós investiríamos nisso, porque muitas pessoas foram afetadas em diversos  setores da economia, como, por exemplo, o de eventos e o de turismo”

MABEL CANTO é comunicadora e deputada estadual

 
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MAIS FISCALIZAÇÃO, FORÇAS ARMADAS E TRATAMENTO PRECOCE


“Uma única morte já pode ser considerada lamentável. Chegarmos em mil, então, é muito triste. Como estamos, em relação a outras cidades do mesmo porte? No início da pandemia, éramos a melhor cidade do Brasil, entre as do mesmo porte ou maiores, pois não tínhamos nenhuma morte. Não sei dizer hoje em relação a essas outras cidades. Acredito que a paralisação do transporte coletivo, por mais caos que tenha criado para o povo e para as empresas, ajudou muito a frear o avanço [do vírus]. Mas, infelizmente, os ônibus voltaram a ficar cheios após reiniciar. 

É muito importante que a Prefeitura tenha agora intensificado a fiscalização, em especial das festas clandestinas. Pedimos isso para a prefeita há várias semanas: punição severa e exemplar. Agora está ocorrendo. Essa fiscalização tem de ser intensificada para evitar que a quase totalidade de restaurantes e bares que cumprem os protocolos de prevenção seja penalizada com restrições severas por causa de uns poucos estabelecimentos transgressores dos cuidados. Esses precisam ser duramente punidos, como já mencionei.

Também é fundamental que tenhamos a nossa usina de oxigênio, para reduzir a dependência externa, e que a vacinação seja acelerada ainda mais. Nesse quesito, o sistema de agendamento melhorou muito.

Penso também que deveríamos aproveitar melhor a presença das Forças Armadas em Ponta Grossa, seja para orientar a população, para colaborar com a logística de suprimentos ou vacinação, ou para ajudar a denunciar o descumprimento dos protocolos. É uma questão de ver como poderiam ser úteis nessa guerra que estamos vivendo.

Ainda, como participante da diretoria da ACIPG [Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa], temos pregado a adoção do tratamento imediato, como tentativa de remediar o agravamento dos casos. Eu mesmo fiz uso no mês de abril. Esse assunto é polêmico, mas precisa evoluir. Quem sabe não teríamos um número menor de mortes se já estivesse sendo aplicado?”

DANIEL WAGNER é empresário e presidente do Sindicato Empresarial de Hotelaria e Gastronomia de Ponta Grossa

 
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MONITORAMENTO, VACINAÇÃO E ACOMPANHAMENTO


“Sentimos por cada um dos óbitos em nossa cidade, região, estado e país, e estendemos os nossos sentimentos aos familiares. O numero de óbitos ocorridos em Ponta Grossa não é desproporcional ao número registrado nas grandes cidades do Paraná. Desde o início do enfrentamento à pandemia, o município tem procurado seguir as diretrizes preconizadas pelas autoridades sanitárias nacionais e da OMS [Organização Mundial da Saúde], em especial editando decretos com níveis de restrição de circulação de pessoas, obtendo importantes resultados. A intervenção se faz de forma tripartite, com coordenação nacional, o que foi feito nos últimos anos em importantes momentos de emergência sanitária, em especial no enfrentamento da Dengue, Zika e Chikungunha e Influenza. 

Nesse momento, temos trabalhado para que os municípios ampliem a sua capacidade de vigilância, em especial na sensibilidade dos serviços de saúde no que diz respeito à testagem oportuna dos assintomáticos e sintomáticos respiratórios, no monitoramento e rastreamento dos contatos, bem como na organização da Atenção Primária para a vacinação e acompanhamento dos casos confirmados e curados. Não temos dúvidas de que os municípios da região estão preparados para a vacinação em massa da população, conforme orientação do governador Ratinho, inclusive vacinando nos finais de semana”

ROBSON XAVIER DA SILVA é diretor-chefe da 3ª Regional de Saúde

 
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POLÍTICA A FAVOR DA PANDEMIA


“Bem, na realidade, até agora não se sabe qual é o padrão de critérios e parâmetros que leva a prefeita Elizabeth Schmidt a tomar as decisões referentes à pandemia. O que nos leva a entender que não existe esse padrão e que estamos sob uma gestão cega, que toma decisões tentando salvar vidas e economia, e, no final das contas, não salva nada. 

No entanto, não ficaríamos reféns das prefeituras se houvesse uma política nacional de combate à pandemia. Infelizmente, o que existe é uma política nacional a favor da pandemia. O verdadeiro responsável é o presidente [Jair] Bolsonaro, principalmente por sermos um celeiro das novas variantes no mundo e por estarmos tão atrasados no calendário vacinal. E, lamentavelmente, toda essa cruel realidade brasileira é vivida concretamente nos municípios”

JOSIANE SCHADE KIEIRAS é professora e vereadora do mandato coletivo do PSOL 

 
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“SEMI-LOCKDOWN”, DESARTICULAÇÃO E KIT-COVID


“Desde o início da pandemia da COVID-19, a cidade de Ponta Grossa, lamentavelmente, já perdeu mais de mil vidas. Uma marca emblemática, que não pode ser vista apenas como número. O número é frio e não expressa a magnitude das perdas sofridas. São mil trajetórias a menos, cem dezenas de sorrisos a menos, dez centenas de colos a menos. São incontáveis lembranças que ficarão na história de quantas famílias...
 
A batalha contra o vírus é árdua. Nesse período, acertamos? Sim. Erramos também? Sim. Esses erros foram intencionais? Obviamente, não. Mas é preciso aprender com as falhas. E, nesse sentido, onde falhamos? Em uma análise ampla, três pontos tiveram grande contribuição: 1) um ‘semi-lockdown’ sem amparo estratégico de políticas públicas para suportar o impacto econômico e social; 2) a desarticulação entre as partes pública e privada envolvidas na gestão do transporte público municipal, no sentido de otimizar o sistema e evitar greves com superlotação de ônibus; 3) e, por fim, a perda de tempo, energia e recursos sobre a aprovação de um ‘kit-covid’ inefetivo e claramente enviesado politicamente. 

Há um ensinamento, para este momento, do livro ‘A Arte da Guerra’, de Sun Tzu, que é autoexplicativo: ‘Se você conhece a si mesmo e ao inimigo, não precisa temer o resultado de cem batalhas; se você conhece a si mesmo, mas não conhece o inimigo, para cada vitória alcança, sofrerá uma derrota; agora, caso não conheça nem a si mesmo nem o inimigo, perderá todas as batalhas’”

BRUNO MINOZZO é doutor em Ciências Farmacêuticas

 

MAIS FROTAS E HORÁRIOS PARA O TRANSPORTE COLETIVO 


“Mil mortes não são aceitáveis. A gente, enquanto ser humano, se solidariza com cada uma das pessoas que perdemos para o vírus, não só em Ponta Grossa, mas no Brasil inteiro. Se formos analisar em números, nós somos a quarta maior cidade populacional do Paraná e a quarta que mais perdeu vidas. Por esse lado, existe uma proporcionalidade à taxa populacional.

Em relação à Prefeitura e ao que ela poderia ter feito, eu não vejo a responsabilidade da administração municipal nesses números, nem dessa gestão nem da passada. Claro que temos críticas sobre algumas atitudes, que poderiam ser melhor administradas. Mas, no geral, avalio como boa a atuação de ambas [as gestões], e digo isso porque estou acompanhando, já que somos o segmento mais afetado pela pandemia. Nós estamos com 33 a 34%, ao nível de Brasil, no que diz respeito à mortalidade de empresas do segmento de bares e restaurantes. Nós mesmos fizemos criticas em relação à administração passada, como, por exemplo, com o ‘lockdown’, que veio de maneira antecipada e precoce. Porém, na época, tinhamos poucas informações, e, no caso da saúde e da COVID, é melhor pecar pelo excesso que pela falta. O prefeito achou que era melhor fechar tudo por 15 dias, daí vieram medidas muito restritivas, que no fim não colaboraram em nada. Vemos que os nossos números são melhores que de outras cidades, que não tomaram medidas radicais, e são piores que de cidades onde tiveram politicas mais liberais, como Cascavel.

Hoje, a nossa crítica é no sentido de enfrentar a pandemia, mas não só por parte da Prefeitura. No geral, sabemos que o transporte coletivo é, de longe, o responsável pelas maiores taxas de contaminação e vemos administrações públicas em todo o Brasil não tomarem nenhuma atitude. Aqui, temos transporte com qualidade ruim, e frota e horário que foram reduzidos durante a pandemia, quando, na lógica, deveriam ter sido aumentados. Vemos uma atuação muito forte em cima do comércio, varejo, bares e restaurantes, e hoje a gente sabe que o segmento não foi o responsável pela quantidade de mortes e contaminação. A única ressalva que faço, não só aqui [em Ponta Grossa], é dar mais atenção para o transporte coletivo e ter uma política mais coerente com os estabelecimentos comerciais. Estamos caminhando para um caos econômico, em que o desemprego vai assolar o país inteiro, e aqui não será diferente.

Temos que pensar em alternativas que não penalizem tanto as famílias, que estão perdendo renda, e as empresas, que estão fechando. E, sim, tomar medidas mais efetivas para o controle da pandemia, que envolve, além do transporte, as festas clandestinas. Tem lugares que descumprem os decretos, e nisso dá para melhorar em muitos aspectos, como ter uma ficalização mais efetiva, para se obter os resultados necessários”

URUBATAN SENA é presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Ponta Grossa

 
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FALTOU CONSCIENTIZAÇÃO 


“Eu quero enfatizar que vou dar a minha opinião pessoal, embasada em dados. Avalio que a política de vacinação de Ponta Grossa é considerada uma das melhores do Brasil. O tempo de você ser vacinado e os grupos que estão sendo vacinados, seguindo os protocolos, estão à frente de muitos locais. Segundo: o município não pode individualmente requerer um menor ou maior número de vacinas, porque isso depende do agendamento nacional. Terceiro: o Brasil não é o maior vilão de toda a história, porque existem países com condições socioeconômicas melhores que a nossa, com patamares de  40 a 50% de população vacinada, mas com populações do tamanho de um estado como Santa Catarina, Alagoas ou Acre. Então, em números absolutos, estamos com velocidade de vacinação razoável. 

Não posso dizer se a política utilizada está correta ou não, mas o fato de ter chegado a mil óbitos é embasado em demandas. Quem viu e vê os esforços da classe médica e dos profissionais da área de saúde em geral percebe que eles estão no limite da exaustão, com Pronto Atendimento sendo transformando em UTI [Unidade de Terapia Intensiva], o Hospital Universitário [HU] virando um quartel general de grande porte, e assim sucessivamente, para uma tentativa heróica de melhora. Ainda bem que temos o HU, assim como o Hospital do Coração Bom Jesus, as Unidades de Pronto Atendimento [UPAs] e outros. Não vejo as mortes como negligência em atendimentos. 
Acho que poderia ter sido muito pior, mas também poderia ter sido muito melhor se houvesse conscientização. Não é ‘lockdown’ que vai resolver o problema. As pessoas deveriam se conscientizar que, se não precisam sair de casa, que não saiam. Se precisar comprar algo, que comprem o necessário. O que vemos é que muitas pessoas acham que são imunes e que isso [a infecção pelo vírus] não vai acontecer com elas. É só você ver esses pontos clandestinos e não clandestinos lotados. 

Enfim, acho que nós estamos em uma média coerente e que a política de saúde da cidade é respeitável. Só não é feito melhor porque o melhor não existe. Esse vírus é extremamente agressivo e inteligente. Você bate de um lado, ele pula do outro. E ainda não existe protocolo  dizendo o que é o melhor para ser feito. Depende de muitos fatores, depende das pessoas. Pessoas que tiveram uma vida saudável têm menor risco de morrer, o que não siginifca que não pode ocorrer, mas, se o infectado tiver qualquer alteração ou uma vida sedentária, tabagismo, obeso, vai ter um adjuvante, mas não é a regra. O vírus pega quem ele quer, não adianta ser rico ou pobre”

GILMAR ALVES NASCIMENTO é vice-presidente da Associação Médica de Ponta Grossa (AMPG)
 
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QUADRO NOVO 


"A ACIPG [Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa] lamenta profundamente todas as mortes em decorrência da COVID-19 e se solidariza com todas as famílias enlutadas, inclusive de companheiros do comércio de Ponta Grossa, que perderam entes queridos para essa terrível doença. 

A ACIPG também acompanha com apreensão o quadro da saúde na cidade, bem como se preocupa com a situação de muitos comerciantes, que tiveram prejuízos enormes ao longo da pandemia. As mil mortes são reflexo do quadro novo que se apresentou, e ainda estamos todos procurando entender e amenizar à medida que o conhecimento chega"

FLÁVIA BARRICHELLO é diretora de comércio da ACIPG








 

 
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