16/06/2021 às 15h00min - Atualizada em 16/06/2021 às 15h00min

Pandemia em PG pode acabar só em junho de 2022, diz estudo da UFPR

Estimativas podem mudar se o governador Ratinho Júnior cumprir a promessa de imunizar toda a população do estado com a primeira dose até setembro

Da redação, com assessoria
Foto: Divulgação
Cálculo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) prevê que somente no dia 30 de junho de 2022 o município de Ponta Grossa consiga ter 95% de sua população adulta imunizada com as duas doses da vacina contra a COVID-19. Segundo tabela (veja abaixo) divulgada pela UFPR com as previsões do portal 'Modinterv Covid-19 PR', a cidade pode se tornar a mais "atrasada" no que se refere a alcançar a imunidade coletiva, caso não mude o ritmo de vacinação.

A modelagem matemática para a profecia foi elaborada por pesquisadores da UFPR, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e da UFS (Universidade Federal de Sergipe), levando em conta o andamento da vacinação em Ponta Grossa até o dia 6 de junho. Das cidades paranaenses, Paranaguá seria a primeira a obter a imunidade coletiva pela vacinação, no dia 18 de outubro deste ano, três meses antes da capital.


Sob a coordenação de Giovani Vasconcelos, do Departamento de Física da UFPR, o portal foi desenvolvido pelos bolsistas Luan de Paula Cordeiro e Bruno Mantovani Czajkowski. O lançamento da plataforma foi realizado no último dia 10 de junho, pelo YouTube. “Os dados mostram que é preciso aumentar urgentemente o ritmo de vacinação, para que a imunidade coletiva seja atingida em um curto horizonte de tempo”, afirmou Vasconcelos, em entrevista ao portal de notícias da UFPR.

Parece que o recado atingiu as autoridades, pois nesta segunda-feira (14), após São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão protagonizarem uma “guerra de vacinação”, com os estados antecipando cada vez mais as datas de vacinação total da sua população, Ratinho Júnior prometeu imunizar toda a população adulta do estado com a primeira dose até setembro deste ano. Se cumprir a meta, até o final do ano o Paraná terá chegado ao oásis da imunidade coletiva.

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