25/06/2021 às 07h18min - Atualizada em 25/06/2021 às 07h18min

​Variante mais agressiva do Coronavírus é identificada em cidade da região

De acordo com pesquisadora da UEPG, variante também circula em Ponta Grossa

Da redação, com assessorias
Foto: Divulgação
A Secretaria Municipal de Saúde identificou a circulação de uma nova variante do Coronavírus no município de Palmeira, região dos Campos Gerais. Trata-se da P1, variante de origem brasileira e que atualmente é dominante no país. A identificação foi realizada pela Fiocruz através de amostras coletadas no município e enviadas para a realização do sequenciamento genômico.

De acordo com o enfermeiro do município, Jean Carlo das Almas, a nova variante identificada em Palmeira é mais agressiva que as demais já registradas. "A P1 pode ser responsável por uma terceira onda da pandemia, visto que grande parte da população ainda está vulnerável para o vírus. Ela tem potencial para situação de reinfecção e dez vezes mais poder de infecção e transmissão. A P1 também pode nos levar a um colapso no sistema de saúde municipal e evoluir significativamente o número de casos confirmados com maior gravidade. A presença desta variante em nossa cidade também pode justificar o aumento dos casos na população mais jovem", alertou.

Diante do novo cenário, a Prefeitura destaca que "é extremamente necessário que a população continue adotando todas as medidas de prevenção e realizando as mesmas com rigor". "Há mais de um ano insistimos na importância de seguirmos as recomendações e mais do que nunca precisamos continuar nos cuidando. Vamos manter as mãos sempre higienizadas com água e sabão, utilizar álcool em gel 70% constantemente, higienizar superfícies também com álcool 70%, respeitar o distanciamento social e utilizar máscaras de proteção sempre, até mesmo na rua, ao ar livre", enfatiza o enfermeiro.

Jean Carlo também pede mais conscientização e apoio da população no combate ao Coronavírus. "Vamos nos cuidar para que não tenhamos mais casos graves no município, desacelerando a infecção por Coronavírus e evitando a lotação do hospital e dos serviços de saúde. Precisamos pensar que são vidas que estamos perdendo e para que isso não aconteça mais, cada pessoa precisa fazer a sua parte", defende.

Ponta Grossa 

De acordo com a pesquisadora Elisangela Gueiber Montes, doutora em Ciências Farmacêuticas e professora-adjunta da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a variante P1 é a mesma que já circula em Ponta Grossa há um tempo. "Em algumas cidades do Paraná, essa variante é responsável por 70% dos casos de COVID-19. É a variante de Manaus, que começou a aparecer ali por março em Ponta Grossa, e foi responsável pela segunda onda. E hoje ela predomina no Brasil inteiro", explica, destacando que, entre as variantes em circulação, a P1 é, de fato, uma das mais agressivas. 

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