01/07/2021 às 11h07min - Atualizada em 01/07/2021 às 11h07min

Moradora do Residencial Londres, em PG, serve sopa para pessoas em vulnerabilidade social

Poucos mais de dois meses após ter iniciado, o projeto já atende a cerca de 250 pessoas semanalmente

Da redação
Foto: Divulgação
Desde o início da pandemia, em março de 2020, o número de pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar aumentou muito. E foi pensando em ajudar o próximo que Sonia Baner, moradora do Residencial Londres, em Ponta Grossa, iniciou um projeto de distribuição de sopa há cerca de dois meses. "Eu tenho um clube de mães aqui no Londres há oito anos e também faço parte do projeto do CRAS [Centro de Referência em Assistência Social] de distribuição de verduras. Então, a gente conhece o pessoal e sabe quem mais precisa", explica.

Sonia conta que, no início, ela ia até à casa de sopa da Vó Tereza, no Cará-Cará, buscar alimento para distribuir no bairro, mas tinha o desejo de ajudar mais e fazer a sopa ela mesma. "Uns amigos se juntaram e me deram uns caldeirões, um fogão a lenha, alguns alimentos e começamos a fazer aqui na garagem de casa", observa.

A produção inicial, que era de dois caldeirões, já subiu para três. Atualmente, são cerca de 250 pessoas atendidas todas as sextas-feiras na casa da idealizadora. "Eu começo a fazer às 17h. Então, elas vêm chegando aos poucos, para não aglomerar. Elas trazem as vasilhas e nós colocamos conforme a necessidade. Tem famílias ali com oito, dez, até 12 pessoas." Sônia conta ainda que toda a doação de alimentos é dividida com uma amiga no Jardim Panamá, onde outras 250 pessoas são alimentadas toda semana.

A idealizadora destaca que tudo é feito de forma improvisada na garagem e com doações de amigos. "Agora estamos com um projeto de fazer pães para vender e com esse dinheiro comprar mais coisas para as sopas", relata. Além disso, ela pretende reformar a garagem para poder cozinhar com mais conforto e oferecer ainda mais alimentos. "Eu quero arrumar o piso, rebocar as paredes, colocar uma pia. Por enquanto é tudo provisório."
 
Maior alegria 

Morando sozinha com dois filhos, sendo um deles portador de deficiência intelectual, Sonia conta que faz tudo por amor e não pretende parar. "A minha maior alegria é quando as mães mandam fotos das crianças com o prato cheio de sopa, se alimentando, felizes. Deus mandou a gente ajudar o próximo, e é isso que estamos fazendo", menciona.

Como ajudar 

Atualmente, o projeto precisa de todo tipo de alimento: arroz, macarrão, quirera, legumes, proteínas e verduras, além de utensílios para cozinha e eletrodomésticos. Quem estiver interessado em colaborar pode entrar em contato com a idealizadora através do telefone (42) 99908-6419. 

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