06/07/2021 às 09h50min - Atualizada em 06/07/2021 às 09h50min

​Lázaro faria parte de organização criminosa que reunia de fazendeiros a políticos, diz delegada

Investigação aponta que fazendeiro pode ter sido o mandante da chacina em Ceilândia

Por 'O Globo'
Foto: Reprodução
A polícia de Goiás, que investiga a rede de apoio do matador de aluguel Lázaro Barbosa, acredita que o criminoso não agiu sozinho, informa 'O Globo'. Segundo reportagem do Fantástico, da TV Globo, exibida no último domingo (4), ele fazia parte de uma organização criminosa que reunia de fazendeiros a políticos da região.

“Nessa organização criminosa, a gente já levantou que pessoas importantes participam dela. Nós temos empresários, fazendeiros, políticos...”, conta a delegada Rafaela Azzi. Um dos suspeitos é o fazendeiro Elmi Caetano, que segundo as investigações teria escondido Lázaro em uma de suas propriedades.

Segundo a reportagem, a polícia teria encontrado uma mensagem de voz no celular do fazendeiro: “Ele está dormindo lá naquele barraco onde a mãe dele morava”.

A investigação aponta que Elmi Caetano pode ter sido o mandante da chacina realizada por Lázaro em Ceilândia, no Distrito Federal.

“Considerando que havia um laço anterior, que o Lázaro já era conhecido do proprietário e que na entrevista (interrogatório inicial) o proprietário fala que aquela família devia um dinheiro a ele, nós não descartamos a hipótese de que ele tenha realmente usado Lázaro para cobrar a dívida, e em não recebendo, matar aquelas pessoas”, explica Rafaela Azzi.

Em entrevista à equipe do Fantástico, Ilvan Barbosa, advogado do fazendeiro, negou as suspeitas e, em tom de ameaça, afirmou que no Brasil não existe prisão perpétua e que seu cliente sairia da cadeia.


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