19/07/2021 às 14h18min - Atualizada em 19/07/2021 às 14h18min

Polícia salva mulher que teve convulsões em mercado do Paraná

Veja como ajudar alguém em uma crise convulsiva generalizada

Da assessoria
Foto: Divulgação
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou o salvamento de uma mulher que convulsionava num estacionamento de um supermercado na capital paranaense. Ela foi encaminhada ao hospital pelos policiais.

Por volta das 12h30, uma equipe da PRF, enquanto almoçava, foi acionada por uma pessoa para atender uma mulher que convulsionava no estacionamento de um supermercado, em Curitiba (PR). Prontamente, a equipe se deslocou até o local para realizar o atendimento à mulher, de 24 anos, que é funcionária do estabelecimento.

Um dos policiais que a socorreu, que possui larga experiência em atendimento pré-hospitalar, estabilizou a vítima, desobstruindo suas vias aéreas. Mas, em razão da evolução das crises epiléticas, eles se deslocaram para o Hospital Cajuru, em menos de 10 minutos, para que ela pudesse receber atendimento médico especializado.

Como identificar uma crise epiléptica generalizada

São crises que afetam o cérebro como um todo e acontecem sem aviso significativo.

As clássicas crises de ausência fazem parte deste grupo. Nestas crises o paciente fica imóvel, com olhar fixo, “ausente” por alguns segundos, e não atento ao que está acontecendo à sua volta.

Crises tônicas ou atônicas são alterações súbitas do tônus muscular, com o paciente ficando rígido ou perdendo tônus, resultando em quedas. Apesar de habitualmente retomarem a consciência rapidamente, muitas vezes há ferimentos associados.

As convulsões propriamente ditas são compostas por uma fase tônica em que o paciente fica com a musculatura rígida, seguida de uma fase clônica, com abalos musculares difusos. Estas crises podem ser assustadoras ao olhar e merecem atenção especial.

Como ajudar alguém em uma crise convulsiva generalizada

Primeiramente, mantenha-a calma. Em seguida: 

Certifique-se (com um relógio) de quanto tempo a crise está durando;

Apenas mova a pessoa se estiver em um local perigoso;

Afaste objetos que possam machucar (como móveis);

Coloque algo macio embaixo da cabeça (podendo ser a sua mão), para evitar que fique batendo contra o chão;

Não restrinja movimentos, nem coloque nada dentro da boca do paciente (não se preocupe, ele não vai engolir a língua, e tentar puxá-la pode gerar ferimentos adicionais).
 
O que fazer após a crise

Quando os abalos terminarem, deite o paciente de lado, na posição de recuperação.

Se a respiração parecer ruidosa ou difícil, cheque se não há nada obstruindo a passagem do ar (como secreções). Deixe o paciente descansar, e se mantenha ao lado até a completa recuperação.

Habitualmente estas crises são autolimitadas, durando em torno de 2 minutos. Caso a crise persista por mais de 5 minutos, seja seguida de nova crise sem completa recuperação, ou a respiração do paciente pareça dificultosa, faz-se necessário atendimento médico de urgência, pois podemos estar diante de uma condição grave.

Neste caso, acione policiais ou agentes públicos identificados. Para casos como estes em rodovias, acionar a PRF pelo telefone 191.

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