19/07/2021 às 16h12min - Atualizada em 19/07/2021 às 16h12min

Na Câmara, Josi solicita que Salustiano se afaste das atividades parlamentares

Vereador é acusado de violência doméstica

Da assessoria
Foto: Divulgação
Após pedido do vereador Izaías Salustiano (PSB), em sessão na Câmara Municipal nesta segunda-feira (19), pela abertura de uma investigação parlamentar sobre os fatos relacionados a uma acusação de violência doméstica envolvendo o parlamentar, a vereadora Josi do Coletivo (PSOL) solicitou publicamente, na mesma sessão, que Salustiano se afaste das atividades parlamentares.

O vereador foi detido em flagrante sob suspeita de ter agredido e causado lesões corporais na ex-esposa Mirielle Costa. Após pagar fiança arbitrada em R$ 4,4 mil, Izaías foi liberado. De acordo com a vereadora, o caso em questão, assim como outros escândalos envolvendo parlamentares, descredenciam a Câmara Municipal.

"Precisamos ser uma instituição que represente, com dignidade, os interesses dos munícipes que nos elegeram", afirma. "Desta forma, o Mandato Coletivo faz coro à proposta encaminhada pela vereadora Joce Canto na defesa de uma Procuradoria Especial da Mulher, visando o combate a todas as formas de violência e discriminação contra as mulheres em Ponta Grossa. Por fim, solicitamos ao vereador Izaías que se afaste das atividades parlamentares até a apuração dos fatos pelas autoridades policiais, garantindo o seu amplo direito de defesa. Com os fatos devidamente apurados, ele será inocentado ou, caso contrário, o Mandato Coletivo irá pedir a instauração de comissão processante para que sejam tomadas as medidas necessárias", completa.

Valendo-se do caso do vereador, a parlamentar também falou sobre o problema do chamado "machismo estrutural". "O
 depoimento das filhas do vereador em questão, nas redes sociais, demonstram o retrato do que é a família patriarcal: autoritária, violenta, machista!", aponta. "O vereador, em sua nota, não nega que tenha agredido a vítima, e reage da mesma forma que a maioria dos homens reage diante de um caso de machismo denunciado: a mulher não estava bem, 'estava descontrolada', e isso basta, para alguns, para que toda a violência seja relegada ao entendimento lamentável de: 'apanhou, mas mereceu', 'apanhou, mas o que estava fazendo lá, onde não devia?' A cultura de normalização da violência contra a mulher é responsável pela perpetuação dessa prática que segue humilhando, adoecendo, agredindo e matando mulheres Brasil afora, principalmente agora, na pandemia."

Audiência Pública  
 
A co-vereadora também relembrou a Audiência Pública sobre Machismo Estrutural, que acontece nesta quinta-feira (22) no formato virtual. A Audiência está sendo organizada pela comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Segurança da Câmara, em parceria com o Projeto de Extensão PAPOPRIN-UEPG (Parentalidade Positiva na Primeira Infância), o Projeto de Extensão NUMAPE-UEPG (Núcleo Maria da Penha), o Projeto Violência, Gênero e Sistemas de Justiça, o CACS-UEPG (Centro Acadêmico Carvalho Santos) e o CMDM (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher).


 
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