22/07/2021 às 08h25min - Atualizada em 22/07/2021 às 08h25min

EMBRAPA aguarda decisão do Exército para ceder terreno à ESA em PG

Informação foi divulgada em encontro com a deputada Aline Sleutjes

Da assessoria
Foto: Divulgação
A vice-líder do Governo Federal, deputada Aline Sleutjes, solicitou reunião no dia 14, com o presidente da Empresa de Pesquisa Brasileira (EMBRAPA), Celso Moretti, para verificar como estão os encaminhamentos da Escola de Sargentos das Armas (ESA) ao município de Ponta Grossa. A parlamentar, junto à Prefeitura, Governo do Estado e a comunidade de Ponta Grossa, abraçaram essa iniciativa desde o início, quando solicitou ao então Ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, que a nova ESA fosse instalada no município. 

Na audiência, Moretti demonstrou interesse e disse que está aguardando apenas a designação de um comunicado oficial do Exército para dar andamento no processo de permuta e compensações para ceder o terreno da EMBRAPA em Ponta Grossa para a ESA, e se instalar em Palmeira, num terreno oferecido pelo estado do Paraná à empresa de pesquisa. 

Empenhada em ajudar, a vice-líder do Governo tem realizado reuniões, enviado ofícios, ligado e trabalhado para que esse grande sonho aconteça. "Hoje venho conversar com o presidente Moretti para verificar no que mais posso ser útil, para realizarmos esse sonho de Ponta Grossa e do Paraná. É um município que dispõe de total estrutura para receber os militares e suas famílias, composto por universidades, escolas, cursos, saúde de qualidade, comércios, atrativos para lazer com parques, shopping e muitas outras atividades, aeroporto, área industrial", defende a parlamentar. 

Devido a EMBRAPA não precisar de todo o terreno de Ponta Grossa, o presidente não vê empecilhos para essa troca, inclusive acha apropriada para a ESA. "Fiquei impressionado com o projeto apresentado pela Prefeitura de Ponta Grossa para instalação da ESA, muito bem estruturado e organizado, pensaram em tudo. Existe uma área excelente, inclusive do ponto de vista técnico de solo, clima, altitude e espaço", destaca Moretti. 

O território da EMBRAPA, em Ponta Grossa, é maior do que a área da fazenda Baronesa, em Palmeira, o que representa aproximadamente R$ 300 milhões de diferença. Mas o presidente Moretti acredita que uma compensação resolve o problema. "O Exército poderia nos apoiar em eventuais obras que nós precisamos fazer, uma vez que eles dispõem de um batalhão de engenharia. Na questão de equipamentos e informatização o Estado também pode nos ajudar. Outra forma poderiam compensar com a própria Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS), pois temos uma fábrica de sementes que é bem importante pra região para se fazer experimentação agrícola", sugeriu Moretti.  

Segundo o presidente da EMBRAPA, a área que está sendo colocada em Palmeira atende às necessidades da instituição para desenvolver os trabalhos, mas fez uma solicitação: "Tem uma pequena área dentro da fazenda modelo, onde trabalhamos as espécies florestais, que gostaríamos de mantê-la, uma vez que não queremos perder o patrimônio genético dos estudos que estão em andamento", diz Moretti. 

A vice-líder do Governo se comprometeu em levar todas as sugestões propostas ao Exército já na primeira semana de agosto. "Estou lutando pelos Campos Gerais, bem como pelo Paraná, devido à importância desse investimento. Precisamos pensar no que é melhor para o estado, e, se o Comando já disse que a única oportunidade do estado é Ponta Grossa, vamos trabalhar com todas as energias para que esse projeto se concretize lá. Uma pena alguns deputados estarem dividindo forças em relação a levar a ESA para Londrina, sendo que a Embrapa e o Comando já demonstraram inviabilidade e falta de interesse, por não cumprir os requisitos necessários", ressalta Aline. 

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