01/08/2021 às 15h49min - Atualizada em 01/08/2021 às 15h49min

Manifestantes vão às ruas de PG para pedir voto impresso auditável; veja fotos e vídeos

Segundo estimativas da organização, cerca de 8 mil pessoas compareceram ao ato

Da redação
Foto e vídeo: NCG
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reuniram na tarde deste domingo (1), nas ruas de Ponta Grossa, para reivindicar a adoção do voto impresso e auditável nas eleições. Os manifestantes se encontraram às 15h, na Praça Barão de Guaraúna, região central da cidade, e caminharam pela avenida Vicente Machado até o Parque Ambiental. 

O ato começou tímido, com algumas centenas de pessoas. Por volta das 15h20, quando recebeu um contingente de carros, tratores e caminhões que estava reunido no Centro de Eventos e na Prefeitura Municipal, a massa de manifestantes cresceu sensivelmente. Segundo estimativas da organização, cerca de 8 mil pessoas – entre pedestres, carros, tratores e caminhões – participaram do ato.

A manifestação, que faz parte de uma série de atos ocorridos em todo o Brasil neste domingo, contou com orações, canções patrióticas e repetidas execuções da música “Que país é este?”, do grupo brasiliense Legião Urbana (confira no vídeo ao fim da matéria). 

Voto materializado 

Segundo um dos organizadores, Beto Okazaki, a proposta não consiste em um retorno ao antigo modo de votação, com cédulas de papel. De acordo com ele, uma impressora seria acoplada à urna eletrônica. A impressora imprimiria cada voto e o enviaria a uma urna lacrada, transparente, que poderia ser observada pelo eleitor.

“Depois, seria feita a contagem pública dos votos impressos, comparando com o resultado apontado pelas urnas. Mas o que vai valer são os votos materializados”, explica. 

Na visão de Okazaki, o voto precisa representar a vontade do cidadão de forma física, e não virtual, como ocorre com as urnas eletrônicas. “Queremos a materialidade da nossa vontade de maneira expressa e física, para que possa ser contada publicamente”, relata. 

Sobre a confiabilidade do voto por meio das urnas eletrônicas, o organizador afirma que o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já foi invadido. “Um dos principais indícios de que as urnas eletrônicas não são confiáveis foi a prisão de um hacker que invadiu os computadores do TSE”, aponta.

TSE

O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou no dia 21 deste mês, em entrevista coletiva, que nunca foi registrada qualquer fraude nas urnas eletrônicas desde a implantação do sistema, há 25 anos. “A urna brasileira é auditável dez vezes. É um engano acreditar que o voto impresso seja a única forma de auditoria. O sistema é bem auditável”, explica. 

No entendimento de Barroso, é a adoção do voto impresso que representa um risco de fraude nas eleições. “Vai criar dificuldade administrativa, oferece risco para o sigilo, risco grande de fraude e risco de judicialização, porque a contagem manual vai dar diferença em relação à contagem eletrônica”, observa. 

O presidente do TSE afirma ainda que o voto impresso é um paradoxo, já que o voto seria impresso pela mesma urna eletrônica que estaria sob suspeita. “Portanto, se fraudar o eletrônico, frauda-se o impresso. De modo que nós vamos gastar R$ 2 bilhões, criar um inferno administrativo para essa licitação com um risco imenso de fraude e, pior, quebra de sigilo”, critica.


Veja fotos do ato e, ao fim da galeria, um vídeo com imagens da passagem dos manifestantes pela avenida Vicente Machado:


















Confira imagens do ato (se preferir, vire o celular na horizontal para uma melhor visualização):




 
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