23/08/2021 às 15h47min - Atualizada em 23/08/2021 às 15h47min

Moraes bloqueia "vaquinha" da paralisação do 7 de setembro organizada por Zé Trovão

Caminhoneiro, que esteve em Ponta Grossa na última quinta-feira (19), é o principal organizador do ato pelo impeachment dos ministros do STF

Foto: Divulgação
A pedido da subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o Banco Central bloqueie uma conta vinculada ao "ato contra a democracia" marcado para o próximo dia 7 de setembro.

O cantor Sérgio Reis, o caminhoneiro Zé Trovão, o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) e outros oito investigados foram alvos, na última sexta-feira (20), de mandados de busca e apreensão.

“[Determino] a expedição de ofício ao Banco Central para o bloqueio da chave PIX 7desetembro@portalbrasillivre.com, bem como da conta a qual a referida chave se encontra vinculada, nos termos requeridos pela Procuradoria Geral da República, com envio a esta Corte, no prazo de 24 horas, das informações pertinentes”, assinalou Moraes.

A chave foi divulgada no site Brasil Livre, que diz ser um espaço de “reflexão e ação da direita conservadora na internet”.

O dinheiro cai na conta da Coalização Pro-Civilização Cristã. “São doações de particulares para financiar a paralisação planejada por Zé Trovão, possivelmente patrocinada por Antonio Galvan e amplamente divulgada por Wellington Macedo e por sua Marcha para a Família”, assinalou a PGR, segundo a decisão de Alexandre de Moraes.

O presidente da coalização, Alexandre Urbano Raitz Petersen, também foi alvo da ação desta sexta-feira e não poderá, inclusive, se aproximar da Praça dos Três Poderes, de ministros do STF e de senadores.

Segundo o Brasil Livre, o ato de 7 de setembro é organizado pela Associação Brasileira dos Patriotas (Abrapa) e pela Coalizão da Direita Conservadora (Codac), “grupos apartidários de organização da sociedade civil”. Eles pedem o impeachment, destituição e/ou exoneração dos ministros da Suprema Corte e voto impresso “auditável”.

Para isso, organizam um acampamento em Brasília e paralisação dos caminhoneiros para “exigir o cumprimento das pautas”.

Com informações do 'Metrópoles'

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