24/08/2021 às 12h04min - Atualizada em 24/08/2021 às 12h04min

Igreja centenária conduzida pelo padre Edvino Sicuro terá projeto de restauração

Sacerdote, que atuou por 16 anos como pároco em Ponta Grossa, se reuniu com o prefeito de Curitiba, Rafael Greca

Da assessoria
Foto: Divulgação
A comunidade da centenária Igreja de Santo Estanislau, no Centro de Curitiba, já pode pensar no projeto de restauro do templo religioso. Em reunião com o pároco Edvino Sicuro, que atuou por 16 anos como sacerdote da Igreja do Rosário, em Ponta Grossa, o prefeito Rafael Greca autorizou a possibilidade de captação de recursos resultantes da transferência de potencial construtivo para viabilização do projeto.

O anúncio é simbólico porque coincide com o ano em que se comemoram os 150 anos da imigração polonesa e o local foi edificado para reunir fiéis vindos da Polônia e seus descendentes.

“É uma bela igreja que guarda vitrais com imagens do Papa João Paulo II, afrescos e altares, tesouros que precisam ser restaurados e preservados”, observou Greca.

Aberta desde 1908, quando a Rua Emiliano Perneta ainda se chamava Aquidabã, a igreja tem capacidade para cerca de 300 pessoas e horário para missa em polonês. O local já é uma Unidade de Interesse de Preservação (UIP) e mantém um símbolo anterior à implantação do comunismo na Polônia, em meados do século passado. “É a águia coroada, antigo símbolo do país e que adorna o altar de Nossa Senhora de Czestochowa (Nossa Senhora do Monte Claro)”, conta Sicuro.

O pároco, que vai agora tratar da formação do grupo de representantes para dar andamento ao projeto, é entusiasta da preservação dos monumentos católicos. Especialista em História da Igreja Antiga, ele dedicou três dos seus cinco anos de estada em Roma à Catacumba Domitilla – um dos mais de 60 sítios arqueológicos do gênero existentes na capital italiana. De volta ao Brasil, esteve à frente do restauro da Igreja do Rosário, em Ponta Grossa.


Também participaram da reunião com o prefeito a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro, e o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Fernando Jamur.

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