27/09/2021 às 11h03min - Atualizada em 27/09/2021 às 11h03min

Cinco perguntas para Nilson de Oliveira

Pai do ex-prefeito Marcelo Rangel e do secretário estadual Sandro Alex, e um dos comunicadores mais tradicionais da história do Paraná, Nilson de Oliveira fala sobre o início na comunicação, as mudanças no rádio, a carreira como político, o impacto da COVID-19 sobre a sua família e os projetos para o futuro

Por Lucas Franco
Foto: Lucas Franco
Nilson Paulino de Oliveira é um dos mais tradicionais comunicadores do Paraná. Com 79 anos de idade e mais de 60 anos dedicados ao rádio, ele é professor de História, ex-vereador e, como locutor, passou pelas mais diversas emissoras locais. Atualmente, o radialista ocupa a posição de presidente do Grupo Nilson de Oliveira de Comunicação, do qual fazem parte as emissoras Mundi FM, situada na frequência 99.3, e Massa FM Ponta Grossa, na frequência 101.1. Além disso, o comunicador é âncora do programa ‘Nilson de Oliveira’, o informativo matinal da Mundi FM, do qual também participam os filhos Marcelo Rangel, ex-prefeito de Ponta Grossa e atual superintendente estadual de Inovação, e Sandro Alex, secretário estadual de Infraestrutura e Logística. Na entrevista a seguir, Nilson fala sobre o início na comunicação, as mudanças no rádio, a carreira como político, o impacto da pandemia sobre a sua família e os projetos para o futuro. 

O senhor tem mais de 60 anos dedicados ao rádio. Como se deu o início de sua trajetória na comunicação?

Comecei a comunicar via rede de alto-falantes, e já no início da minha trajetória fui convidado por algumas emissoras da cidade. Acabei optando pela rádio Difusora. Fiz questão de não receber salário, para ver se me adaptava à profissão. Isso foi em 1961. O começo sempre precisa de empenho e, no meu caso, investimento. Por isso, investia em discos para os programas que fazia. Comprava os lançamentos direto de São Paulo, através de Cyrton Ribas, um amigo que viajava semanalmente para lá. Ele comprava produtos importados para o armazém dele. Lançamentos de Roberto Carlos, Renato e seus Blue Caps, Sérgio Reis, Agnaldo Timóteo e por aí vai, tudo em primeira mão. De 1961 até 1965, fiquei só investindo. Quando recebi o meu primeiro salário, foi bem compensatório. Desde então, não parei mais. 

O rádio vem passando por diversas mudanças para se integrar com as plataformas digitais. Qual é o seu parecer a respeito dessas mudanças e como elas impactam o dia a dia no rádio?

O rádio é pioneiro na comunicação. Telefone, telex, TV etc, tudo se originou do “pai” rádio. O rádio sempre teve as suas fontes de informações, e quando não, ele próprio era essa fonte. O rádio sempre foi muito criativo, nasceu com esse dom de inspirar a notícia. A internet nada mais é que uma nova fonte de informação e, como tudo evolui, o rádio também deve acompanhar essas inovações. Quem imaginaria que o rádio transistor de uma faixa evoluiria tanto? Hoje, o rádio transmite programas como se fosse uma TV. É uma inovação que chega com força total. O rádio, que já viveu o seu apogeu no AM, está de cara nova.

O senhor teve uma breve passagem pela vida pública, como vereador de Ponta Grossa. Como foi esse período na Câmara Municipal?

De início, fui inquirido a me candidatar ao cargo de chefe do Executivo da cidade. Sempre recusei. Um dos motivos, talvez o mais forte, era que teria de me afastar dos microfones por alguns meses. Para mim, era muito difícil. Eu tinha um cargo de direção em uma emissora e existiam muitos compromissos financeiros naquela época. De onde viria o dinheiro para aquilo tudo? Mas, por conta do incentivo de algumas pessoas próximas, acabei me candidatando ao Legislativo, em 1992. Cumpri o meu mandato com o maior número de trabalhos na história daquela Casa. Foi uma passagem gloriosa. Prestei os meus serviços para a cidade e sou muito feliz por isso.

Por conta da pandemia do novo Coronavírus, o senhor ficou afastado do trabalho presencial no rádio por mais de um ano. Mesmo assim, acabou contraindo a doença. Considerando esses fatores, como o senhor e a sua família têm passado por esse período?

O mundo já sofreu com algumas pandemias, mas nada como a COVID-19. Essa doença pegou não só o Brasil, mas o mundo todo. O medo e o pavor foram generalizados. A minha família sofreu muito, mas, com fé em Deus, a superação aconteceu. Acredito que todos nós estamos dando a volta por cima.

Após o retorno pleno da normalidade, há novidades, projetos pessoais, profissionais ou coisas nesse sentido que o senhor gostaria de destacar?

Temos, sim, novas perspectivas e certamente inovações virão pela frente. Eu sou da seguinte opinião: “você vale o que você sabe”. Todos os dias nós podemos buscar algo, crescer e aprender coisas novas. Independente de onde, sempre há algo bom e necessário para se colocar em prática. É desse modo que evoluímos, melhoramos e vamos inovando.

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