09/03/2021 às 10h51min - Atualizada em 09/03/2021 às 10h51min

Advogado de PG ingressa com notificação judicial à Warner Bros para ser reconhecido como “Superman do Brasil”

Por Diego Ricardo
Foto: Reprodução
Durante toda a história, um dos heróis mais admirados pelo público, sem dúvida, é o Superman. Símbolo de força, persistência e altruísmo, o personagem foi criado em 1930 e das histórias em quadrinhos voou para o rádio, televisão, videogame e cinema.

Ao longo dos anos, o herói de Krypton já foi interpretado por diversos atores, mas o advogado ponta-grossense Aldebaran Luiz Von Holleben jura de pé junto que ele é o “Superman do Brasil”. Em petição protocolada nesta segunda-feira (8), Von Holleben ingressou com ação de notificação direcionada ao estúdio americano Warner Bros exigindo ser reconhecido como a versão brasileira do Homem de Aço. Junto à petição, ele encaminhou uma foto sua ligada ao personagem, para que a empresa se convença e avalie a capacidade comercial da imagem.

A história é um pouco inusitada, para usar uma palavra suave, mas vale a pena ser contada. Entre os astros do cinema que já deram vida ao personagem da DC Comics, está o ator Christopher Reeve, principal rosto do herói entre os anos 70 e 80. Ao todo, foram quatro filmes de grande sucesso com o personagem, mas Reeve teve um final trágico. O ator caiu de um cavalo e sofreu lesões nas vértebras da coluna cervical, ficando quadriplégico e vindo a morrer em 2004, aos 52 anos. 

Mas o que isso tem a ver com o herói de Ponta Grossa? Von Holleben acredita que a sua história se cruza com a história do ator através da “sincronicidade”. De acordo com a petição, essa ligação se inicia em 1979, quando o menino Aldebaran foi fotografado em cima de um cavalinho de carrossel, próximo a uma caveira de um "túnel fantasma", calçando tênis do Super-Homem. Para o advogado, a foto o liga diretamente ao acidente sofrido por Christopher Reeve em 1995, pois ele, Aldebaran, estava montado em um cavalo e próximo a uma caveira (símbolo da morte).



Para entender melhor a coisa toda (se é que isso é possível), é preciso compreender o conceito de sincronicidade. Trata-se, afirma a petição, de um conceito criado pelo psicanalista Carl Gustav Jung, quando dois eventos ou mais coincidem de uma maneira que seja significativa para as pessoas que vivenciaram a suposta "coincidência" (que, na verdade, não seria uma coincidência, mas algo programado, uma espécie de destino).

Por conta disso, Von Holleben acredita ser um tipo de sucessor de Reeve e agora requer o título de Superman para o Brasil, assim como a vaga de ator nos filmes. Na visão do advogado, a foto registrada confirma a autenticidade dos fatos e garante a ele os direitos de interpretar o herói. “No Brasil, o Superman sou eu. Caso a Warner queira colocar outro brasileiro em filme do Superman, eu vou apresentar embargos, porque adquiri eventuais direitos com o acidente e morte do ator Christopher Reeve em virtude da sincronicidade com as fotos em questão”, afirma.

Flamengo

Não bastasse tudo isso (sério, ainda tem mais), o ponta-grossense também anexou à petição outra foto sua, na qual aparece na jaula de um leão de plástico e usando camisa do Clube de Regatas Flamengo. Von Holleben defende que o fato de ele estar usando a camisa do time carioca naquele instante garantiu ao clube um “título”. Ele não especifica que título seria esse, mas pode ser o do Campeonato Carioca de Futebol, vencido pelo Flamengo em 1979, ano da foto em que o ponta-grossense aparece montado no cavalinho do carrossel.



A petição solicita ao estúdio americano e ao Rubro-Negro que avaliem a capacidade comercial das imagens. Segundo o Superman do Brasil, tanto o estúdio quanto o clube devem manifestar interesse na aquisição e divulgação das fotos. 

Aldebaran acredita que pode ser prejudicial à Warner caso não seja realizado o devido reconhecimento dele como Superman do Brasil, pois alega que, quando o conteúdo vier a público, todos conhecerão as provas (as fotos) que fundamentarão a “tese” de que o Superman acabou, resultando em perda do valor comercial do personagem.

A equipe do portal 'NCG.news' tentou contato com Aldebaran Luiz Von Holleben, mas até o momento da publicação desta matéria não conseguiu.

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