09/03/2021 às 14h50min - Atualizada em 09/03/2021 às 14h50min

Super Mulheres: Gabriela Margraf Gehring, instrumento de luz

Médica infectologista do Hospital Universitário, Hospital Unimed e Santa Casa, Gabriela é puro amor à Medicina e referência no combate à COVID-19 em Ponta Grossa

Da redação
Foto: Arquivo pessoal
A médica infectologista Gabriela Margraf Gehring era uma garota quando, após visitar uma feira de profissões, decidiu que gostaria de ser médica. Encantada com o trabalho dos profissionais da área, ela estudou arduamente para o vestibular de Medicina e passou. “Na escolha da infectologia foi a mesma coisa. Durante a faculdade, me encantei com os professores infectologistas. Eles eram uns dos mais inteligentes do hospital. Desde então, a especialidade estava decidida”, relembra Gabriela, hoje médica do Hospital Universitário, Hospital Unimed e Santa Casa, em Ponta Grossa. Em meio a um dos momentos mais difíceis que a humanidade enfrenta, ela atua na linha de frente no combate à COVID-19 e se tornou referência no enfrentamento da pandemia. Nesta série de entrevistas com mulheres empoderadas de Ponta Grossa, Gabriela fala mais sobre como é ser uma super mulher.
 
Qual é a sua filosofia de trabalho?
 
Ser luz na vida das pessoas. Se não puder curar, pelo menos aliviar o sofrimento e levar esperança e fé. Acredito que a atualização constante e a empatia fazem a diferença no cuidado e no exercício da minha profissão.
 
Quais foram, até agora, as suas realizações pessoais ou profissionais que te deixaram mais orgulhosa?
 
Tenho orgulho de ter decidido me mudar de cidade após o término da residência médica e enfrentar todas as dificuldades da distância da família. Ter feito uma pós-graduação durante a residência médica e também terminado o mestrado, com certeza, foram realizações profissionais muito importantes. Ter me tornado mãe foi de longe a minha maior realização pessoal.
 
Atualização constante e empatia fazem a diferença no cuidado e no exercício da Medicina​
 
E qual foi o maior desafio que enfrentou na carreira até agora e como o superou?
 
Acredito que o meu maior desafio foi ter me mudado de cidade. Saí de Londrina logo após o término da residência médica e me mudei para Ponta Grossa em busca de oportunidade profissional. Desde então, tive boas oportunidades de trabalho e de crescimento. Além disso, fiz várias amizades e me senti muito acolhida.
 
Você acredita que as mulheres trazem um toque especial para o mundo profissional?
 
Com certeza. O cuidado, a dedicação, a organização e a paciência das mulheres dão um toque especial.
 
O cuidado, a dedicação, a organização e a paciência das mulheres dão um toque especial ao mundo profissional ​
 
Quais são as mulheres que te inspiram? E como elas te inspiram?
 
Desde as mulheres da minha família, como mãe e avós, até grandes mulheres que fizeram a diferença na minha vida, como as minhas tutoras durante os meus estudos. Grandes mulheres infectologistas de Curitiba e São Paulo também são inspirações para mim.
 
Que conselho você daria às mulheres que estão começando a carreira profissional?
 
Não perca a humildade em nenhum momento. Além disso, a atualização constante te faz ser melhor para o seu paciente. Não tenha preguiça e não fique estagnada na sua zona de conforto.
 
Não tenha preguiça e não fique estagnada na sua zona de conforto​
 
O que você ainda gostaria de realizar? Qual é o seu grande sonho para a vida ou a profissão?
 
Ainda pretendo fazer doutorado e ser uma grande referência regional. O meu grande sonho profissional é um dia palestrar em um congresso internacional.
 
Defina o que é ser mulher em poucas palavras.
 
Mulher é sensibilidade, multitarefa e emoção. É ser mãe, esposa, filha, profissional e amiga. 

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