30/09/2021 às 09h47min - Atualizada em 30/09/2021 às 09h47min

Funcionário da Prefeitura de PG é acusado de abusar sexualmente de jovem

No dia seguinte ao suposto abuso, o homem teria retornado ao colégio para repetir o ato, mas teria sido impedido por uma servidora

Da redação
Foto (meramente ilustrativa): Reprodução
Um funcionário da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa foi intimado pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA), órgão vinculado à Polícia Civil, a prestar depoimento por conta de uma acusação de estupro de vulnerável supostamente cometido pelo indivíduo. 

Na semana passada, segundo o portal ‘MZ Notícia’, o suspeito teria oferecido carona para uma menina de 14 anos, aluna de um colégio da cidade. Durante o trajeto, o indivíduo teria obrigado a jovem a beijá-lo e teria passado a mão nas partes íntimas da adolescente. 

Segundo o site, no dia seguinte ao suposto abuso, o homem teria retornado ao colégio para repetir o ato, mas teria sido impedido por uma servidora do colégio, que teria ajudado a jovem a fugir. A Polícia Militar (PM) foi acionada, identificou o suspeito e registrou Boletim de Ocorrência. 

Conforme a denunciante, o suspeito teria ameaçado familiares da jovem ao saber que teria sido intimado a depor sobre o caso, o que deve ocorrer na próxima segunda-feira (4). A delegada Ana Paula Cunha Carvalho afirma que está analisando as declarações para a possível instauração de um inquérito policial.

Prefeitura 

Em nota enviada ao portal NCG, a Prefeitura de Ponta Grossa afirma que desconhece os fatos relatados e que aguarda instauração de inquérito policial, ficando à disposição da Justiça para colaborar com qualquer informação. "Confirmado o ocorrido, a Prefeitura vai instaurar os processos administrativos cabíveis", conclui o comunicado. 
 
Estupro de vulnerável 

O artigo 217-A do Código Penal define como estupro de vulnerável o ato de “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos, com pena de reclusão de 8 a 15 anos, independente de ter havido violência real.” No entendimento da Justiça, portanto, presume-se legalmente o estupro de vulnerável mesmo que o ato tenha se realizado por livre e espontânea vontade. 

Notícias Relacionadas »