10/10/2021 às 10h40min - Atualizada em 10/10/2021 às 10h40min

CRÔNICA: Padre Quevedo em PG e minhas travessuras e curas através da hipnose, por Francisco Souto Neto

Liana desceu a escada com as mãos no rosto, chorando muito, emocionada por ter sucumbido ao poder da sugestão. Essas “cobaias” do Padre Quevedo, pessoas sérias e honestas, ponta-grossenses que jamais se prestariam a qualquer farsa, comprovavam a autenticidade dos fatos

Por Francisco Souto Neto
Foto: Reprodução
Lá pelo fim dos anos 50, a imprensa noticiou um evento de grande impacto que seria realizado em Ponta Grossa: um curso de alguns dias – ou de uma semana inteira, não me recordo com exatidão – sobre Parapsicologia, ministrado pelo então já famoso Padre Quevedo. O curso incluiria exemplos práticos envolvendo a Parapsicologia e até lições de hipnose.

Segundo informações constantes da Wikipédia, “Óscar González-Quevedo Bruzón, mais conhecido como Padre Quevedo, foi um padre jesuíta de origem espanhola nascido em 1930, naturalizado brasileiro desde 1960 e falecido em 2019. Foi professor universitário de Parapsicologia na UNISAL e no Centro Latino-Americano de Parapsicologia até o ano de 2012, quando se aposentou”. Ele dedicou toda sua vida ao estudo, pesquisa e difusão da Parapsicologia, a ciência que trata dos fenômenos misteriosos, à primeira vista inexplicáveis, porém relacionados com o ser humano. Desmistificou os “milagres” que eram, e continuam sendo, atrações nos “palcos” de alguns ramos evangélicos, aqueles que praticam “curas” e até mesmo “exorcismos” em pessoas aparentemente histéricas, sob holofotes e filmadoras.

O curso com o Padre Quevedo

Esse curso realizou-se no Cine-Teatro Ópera, na esquina da Rua XV de Novembro com a Rua Augusto Ribas. Eu morava no nº 571 da Augusto Ribas, a uma distância de uns 50 ou 70 metros do Ópera. Eu e minha irmã Ivone nos inscrevemos e o Ópera esteve com a lotação esgotada durante todos os dias do curso.

Da janela de minha casa, eu avistava o Cine-Teatro Ópera, ali na esquina. Na foto, num dia de chuva, minha mãe (de capa preta e guarda-chuva) e minha irmã Ivone (de capa branca com gorro) atravessando a Rua Augusto Ribas para irem à padaria que funcionava ao lado do Ópera.

Três momentos do curso ficaram como registros indeléveis na minha memória de adolescente. 

O primeiro momento foi a demonstração que o padre fez sobre o poder da mente através da hipnose. Ele chamou voluntários ao palco, pô-los em estado hipnótico e avaliou qual deles lhe pareceu o mais influenciável ou sugestionável pelo hipnotismo. Uma vez eleito o voluntário que lhe pareceu melhor, deu-lhe a sugestão para que seu corpo ficasse rígido, em estado de catalepsia, duro como uma barra de gelo. Em seguida, foram trazidas duas cadeiras e o voluntário foi erguido pelo Padre Quevedo e dois ajudantes e, enrijecido com uma pedra, colocado com a cabeça numa cadeira e os pés na outra.

No YouTube há registros feitos nos antigos cursos do Padre Quevedo, mostrando o passo-a-passo do processo de sugestão e hipnotismo para que um voluntário demonstre a impressionante resistência do organismo humano sob o efeito da hipnose, como se pode conferir no filme abaixo, quando o Padre Quevedo põe pedras sobre a barriga do voluntário (que se encontra duro como um tronco de árvore) e as arrebenta às marretadas... Sim, isso mesmo, marretadas ou marteladas aplicadas sobre o abdomem do voluntário hipnotizado.


Acima, Padre Quevedo, durante um de seus cursos, quebrando pedras sobre o abdomen de um voluntário hipnotizado. A pessoa em estado de catalepsia suporta enormes pesos sem dobrar-se.
 
Vale acrescentar que algum tempo depois, já nos anos 60, esses espetáculos de hipnose foram proibidos porque, comprovadamente, o corpo humano submetido a extremos, como o que vimos no filme acima – e que eu vi ao vivo no palco do Ópera – podem sofrer graves sequelas.

O segundo momento muito vívido em minha lembrança foi a demonstração do poder da treinadíssima e impressionante capacidade de memorização do Padre Quevedo. Ele fez assim: um enorme quadro-negro foi colocado no palco. O Padre Quevedo, olhando de frente aos presentes na plateia, pediu que essas pessoas lhe dissessem palavras, uma a uma – a palavra que bem quisessem – para ele ir anotando-as com giz no quadro-negro. Alguém começou, gritando qualquer coisa. Digamos que a palavra fosse “porta”. O padre escreveu-a no quadro negro. Outra pessoa da plateia gritou: “Josefina”, ou qualquer coisa parecida. A seguinte bradou: “vida”... E assim o padre foi enchendo o quadro-negro com palavras. Eu gritei uma, não me lembro o que foi, mas digamos que fosse “cachorro”. Um pouco adiante minha irmã gritou “sapato”... Quando o quadro-negro ficou com aproximadamente cem palavras escritas, o padre deu as costas à lousa e disse à plateia em bom tom: “Como alguns falam que os dedos podem ler à distância, vou pôr os meus para a frente – cruzou-os sobre o ventre – e vou dizer-lhes todas as palavras que me foram ditas pelos presentes”. E começou: “Porta, Josefina, vida...” e assim foi até à última, sem errar nenhuma delas. A plateia quase veio abaixo, sob tantos aplausos. Pois então o Padre Quevedo falou algo inacreditável: “Agora vou dizer todas as palavras de trás para diante”. E sem interrupção, olhando para a plateia e muitas vezes fechando os olhos, mas sem nenhuma pausa e na mesma velocidade verbal, ele disse as palavras, uma a uma, na ordem corretíssima, de trás para a frente, até “...vida, Josefina, porta!” Fiquei pasmo! Quem lá esteve, e ainda vive, poderá confirmar esse fato extraordinário. Não era truque; era um caso de extraordinária memorização!

O terceiro momento que me impressionou foi no final do curso, no último dia deste. Ocorreu assim: o padre ficou em silêncio, foi até ao meio do palco e começou a olhar para toda a plateia. Vi seus olhares por um momento pousarem sobre nós, eu e minha irmã. E ele então esticou os braços para a frente, seus dedos ficaram em garra, e o padre começou a lançar as mãos no ar em direção à plateia com o gesto de quem está tentando “puxar” alguma coisa. Suas pernas ficaram rápidas, andava de lado, ia e voltava, com as mãos “puxando” o espaço à sua frente, com muita força.


Então algumas pessoas começaram a levantar-se como zumbis. E foram saindo dos seus lugares e sendo “puxadas” para o palco. Duas filas atrás de mim, umas cinco poltronas mais à minha esquerda, sentava-se uma moça que eu conhecia, a Liane, filha da professora Dª Armida Frare Gracia, que morava no quarteirão ao lado da minha residência. Ouvi Liane murmurar angustiada enquanto levantava-se a contragosto: “Não, não... não...”. Seus olhos encheram-se de lágrimas e ela arrastou-se até ao corredor do teatro; movia-se quase sem balançar os braços, e subiu uma escadinha lateral em direção ao palco.

Umas vinte ou mais pessoas subiram ao palco e lá ficaram imóveis como estátuas. O Padre Quevedo agradeceu a presença de todos ao seu curso, e terminou dizendo, a apontar àqueles que subiram ao palco: “Eis aqui as minhas estátuas vivas”. Dentre os que subiram ao palco, além da Liane, havia mais um conhecido meu, cujo nome agora não me lembro, que tinha sido meu colega de classe no primeiro ano, ou segundo, do ginásio. Liana desceu a escada com as mãos no rosto, chorando muito, emocionada por ter sucumbido ao poder da sugestão. Essas “cobaias” do Padre Quevedo, pessoas sérias e honestas, ponta-grossenses que jamais se prestariam a qualquer farsa, comprovavam a autenticidade dos fatos.

Esses meus três relatos são apenas algumas das muitas dezenas de outros fatos ocorridos e explicados no decorrer do curso, que não vou enumerar para que este artigo não resulte demasiado longo.

Nos anos seguintes, o hipnotizador fui eu. E Landa, a minha primeira cobaia humana

Eu aprendi que na hipnose o mérito é inteiramente de quem se permite hipnotizar, e muito pouco do hipnotizador. A este último  – se o “paciente” for sugestionável e aceitar o sono hipnótico  – cabe apenas saber conduzir os fatos e convencer a pessoa, de modo subconsciente, a aceitar as sugestões. Fique claro que, se o hipnotizador sugerir algo ofensivo ou que fira a ética da pessoa, ela não obedecerá e/ou acordará.

Há uns três ou quatro anos antes do curso com o Padre Quevedo, tínhamos uma empregada, a Landa. Ela dormia em minha residência de segunda a sexta-feira, e passava os fins de semana na sua própria casa. Os pais eram lavradores e trabalhavam e residiam num sítio.

De meados da década de 50 até começo da de 60, morávamos no nº 571 da Rua Augusto Ribas, no andar superior, cuja entrada fazia-se pela escada à direita da foto.
 
Landa era analfabeta e a pessoa mais supersticiosa que conheci em toda a vida. Ela jurava ter visto o Saci Pererê, a Mula sem Cabeça e outras figuras do folclore, nas matas ao redor do sítio onde morava. Acreditava cegamente em assombrações. Certa vez, dizia, ela e os irmãos viram que o Diabo – o “Coisa Ruim”, como ela o denominava – os observava do meio do mato. Landa não mentia, mas é lógico que não via tais entidades sobrenaturais; o que ocorre é que ela acreditava naquilo que a sua ignorância e o medo a induziam a ver.

Eu achava muito engraçadas as suas histórias e também o palavreado que lhe era habitual. Por exemplo: “Nóis apinchêmo uma pedrada no Coisa Ruim e corrêmo na gritaiada, se emerdando de medo”. Sendo ela tão simples e ingênua, foi a minha primeira “cobaia” na hipnose.

Eu desenvolvi um método para alcançar meus objetivos. Em primeiro lugar levava a “paciente” ao meio da sala, em pé, e colocava na vitrola um disco da cantora peruana Yma Sumac, o Legend of the Jivaro, na faixa "Wanka (The Seven Winds)". 


Acima, ouça "Os Sete Ventos", de Moises Vivanco, na voz de Yma Sumac.
 
Olhando fortemente nos olhos da pessoa, com os meus arregalados, eu me treinei a não piscar enquanto ia dizendo ao som de "Os Sete Ventos": “Feche seus olhos e ouça a música e minhas palavras... Você está girando, girando, girando... Girando com segurança ao som dos Sete Ventos. Girando sem sair do lugar e sentindo sono. Girando e adormecendo... Gire, gire, gire com a música, ouça o que lhe digo e vá deslizando para o sono profundo. Sooono, sooooono profuuuundo, enquanto gira com segurança. Aprofunde-se no sono. Durma... durma... duuuurma... Agora você está dormindo profundamente e ouve apenas a minha voz. Dormindo em paz, agradavelmente, profundamente.”

Sem tirar os pés do solo, seu corpo balançava como um pião. Era o giro do “paciente” que me dava a dimensão da profundidade do seu sono e obediência.

No meu primeiro experimento com Landa, fui ao gramado do quintal e arranquei uma folha bem longa. Dei-lhe a sugestão: “Você respira bem, tranquilamente, mas suas narinas estão anestesiadas e você não as sente”. Dito isto, introduzi a grama em sua narina, inteiramente, enquanto ela se manteve impassível.

Em seguida, disse-lhe que esticasse o braço direito. Ela obedeceu. E avisei-a: “Estou tocando o seu braço (no antebraço). Enquanto você dorme tranquilamente, essa região do seu braço também dorme. Essa região já nem sente o toque da minha mão. Você nada sente nessa região, que está anestesiada.” E então, com um alfinete preparado, cotuquei-lhe o antebraço por algumas vezes. Ela não esboçou nenhuma reação ou movimento, assim dando-me a certeza de estar hipnotizada. O que fiz, a seguir, foi afundar o alfinete e forçar a sua saída da pele um centímetro adiante. Fi-lo com sucesso e a Landa mantinha o rosto sereno com o alfinete trespassado na carne.

Ao final, combinei uma senha com o subconsciente da Landa. Falei-lhe: “Quando eu lhe disser as palavras ‘suave é o sono’, você fechará os olhos e cairá em sono profundo, bem como agora você se encontra.” E finalmente: “Preste atenção: quando eu contar até três, você acordará e não se lembrará de nada do que ocorreu durante este sono reparador. Acordará feliz, disposta e alegre como os raios do sol que brilham lá fora. Um...  dois... quase acordando, TRÊS!”. Sucesso total. E nos lugares da entrada e da saída da agulha em sua pele, nenhum sangramento, nenhum sinal.

As experiências de hipnose que se seguiram

Eu era ainda um menino com uns 13 ou 14 anos. À medida que crescia, fui desenvolvendo mais responsabilidade nas “sessões de hipnose”. No começo, minha pequena plateia era de colegas do ginásio e amigos. Depois, passei a pensar em algo que, de algum modo, pudesse representar uma ajuda às pessoas.

Francisco Souto Neto aos 13 anos
 
Uma ocasião, na presença de duas amigas de minha mãe, Dona Lia e Mimi, fiz a impressionante demonstração de hipnose com a Landa. Dona Lia perguntou-me se eu conseguiria fazê-la deixar de fumar. Eu respondi que acreditava que sim, e que ela poderia confiar, pois eu trataria somente do assunto sobre o cigarro.

Dona Lia
 
Coloquei a música "Os Sete Ventos"... Dona Lia caiu em sono profundo e balançou o corpo, girando com os pés fixos no solo. Dei a seguinte sugestão ao seu subconsciente: “Não é bom fumar... Fumar é ruim porque o cigarro tem gosto de palha. Fumar cigarro é o mesmo que fumar palha.” Após dizer-lhe que de nada se recordasse ao acordar e de tirá-la do sono hipnótico, via-a alegre como sempre, como se nada tivesse acontecido. Logo sentiu vontade de fumar. Pegou um cigarro do seu próprio maço, acendeu-o, tragou e tossiu, fazendo uma careta. Perguntou-me se eu tinha posto “alguma coisa” no cigarro, porque ele estava com um péssimo e estranho gosto.

E, a partir de então, hipnotizei pessoas amigas: umas para que não tivessem dor-de-cabeça, outras para que dormissem à noite sem acordar antes de amanhecer, ou ainda para que este sentisse vontade de estudar, e para que aquele não sentisse a dor de sua artrose ou do reumatismo... O efeito da hipnose às vezes durava alguns dias, outras apenas até ao dia seguinte ou por apenas algumas horas.

Uma ocasião, lá pelo ano de 1965, quando eu estava com uns 21 ou 22 anos, um meu colega da agência de Ponta Grossa do Banestado, o Juradir, teve um problema: ele não se recordava onde colocara um determinado importante documento. Tinha um “branco” em sua memória. O gerente, que sabia dos meus feitos com o hipnotismo, perguntou-me se eu poderia tentar ajudar o colega a se recordar do que ocorrera. À noite ele foi com dois outros colegas à minha casa. Coloquei a música "Os Sete Ventos", porém não consegui fazê-lo cair no sono hipnótico. Assim é: algumas pessoas são inipnotizáveis. Eu mesmo o sou: nunca alguém conseguiu hipnotizar-me, e isto me entristece, pois eu adoraria passar pela experiência.

Depois de alguns anos cansei-me de hipnotizar as pessoas. Fui me desligando disso e, seguramente, não hipnotizo alguém há muitas décadas; há mais de meio século.

O padre Quevedo escreveu e publicou muitos livros. Popularizou-se em 2000, ano em que ele esteve à frente do quadro 'Caçador de Enigmas', do Fantástico, da Rede Globo, foi entrevistado por Jô Soares, dentre muitos outros, e apareceu dezenas de vezes na imprensa escrita, falada e televisionada. Seu legado sobre a Parapsicologia é algo de extraordinário e admirável. Entretanto, as lições do Padre Quevedo sobre o poder da mente, a realidade dos milagres e a dos falsos milagreiros, o fenômeno da sugestão e da autosugestão, e todo o aprendizado ao redor da Parapsicologia, continuam válidos para mim até hoje. Pude aprender muito sobre a empatia, a generosidade, sobre ver a vida com otimismo e alegria... Vejo também que ter tomado a pobre Landa como cobaia para experiências parapsicológicas é algo que jamais eu poderia admitir na minha idade adulta. Furar o braço de uma pessoa sem que ela tenha consciência disso seria hoje, para mim, um ato de violência e de falta de respeito. Mas naquele tempo víamos o Padre Quevedo fazer isso e muito “pior”, sob os aplausos entusiasmados de centenas de pessoas da plateia. Então, naqueles já muito distantes anos 50 – os chamados “anos dourados” – tudo parecia correto e louvável. O mundo era outro, bem mais inocente e descompromissado, nós não conhecíamos a maldade e vivíamos um tempo leve e promissor. Esta era a verdade para o menino que fui um dia e que ainda existe dentro de mim.

Francisco Souto Neto em 1951, aos 8 anos, em frente à sua casa da Rua Visconde de Nácar, 149, em Ponta Grossa.
 
Francisco Souto Neto em 1960, aos 17 anos, à entrada de sua casa da Rua Augusto Ribas, 571, em Ponta Grossa.
 
Não me canso de repetir e citar o espanhol Calderón de la Barca, que viveu há mais de 500 anos e escreveu: "¿Qué es la vida? Un frenesí. ¿Qué es la vida? Una ilusión, una sombra, una ficción; y el mayor bien es pequeño; que toda la vida es sueño, y los sueños, sueños son."

Francisco Souto Neto em 2021, aos 78 anos, em sua casa, em tempo da pandemia pela covid-19 e de isolamento social, já vacinado com duas doses da CoronaVac, confiante de que o Brasil e o planeta começam a curar-se do coronavírus, apesar da péssima conduta do negacionista e negligente atual presidente da República.
 
FRANCISCO SOUTO NETO trabalhou no extinto Banco do Estado do Paraná S.A. até aposentar-se, onde exerceu as funções de inspetor, assessor da diretoria, da presidência e assessor para assuntos de cultura. Filho do jornalista e radialista Arary Souto (1908-1963) e Edith Barbosa Souto (1911-1997), é advogado, jornalista e escritor, com colunas em jornais e revistas desde os anos 70. Tem integrado diretorias e conselhos consultivos e administrativos de diversas entidades, sobretudo de órgãos oficiais ligados à cultura paranaense. Foi-lhe outorgado o título de comendador, recebeu o "Troféu Imprensa do Brasil 2014" e o "Prêmio Excelência e Qualidade Brasil 2015" na área da Cultura, como “Destaque entre os melhores do Brasil”. Em novembro de 2016 recebeu o Prêmio Cidade de Curitiba. É membro da Academia de Letras José de Alencar, em Curitiba, onde ocupa a Cadeira Patronímica nº 26.

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