13/10/2021 às 09h47min - Atualizada em 13/10/2021 às 09h47min

Carreata e missa solene festejam o dia da padroeira do Brasil na diocese de PG; veja fotos

Carreata e missa solene com o bispo festejaram padroeira

Da assessoria
Foto: Divulgação
“Eu confio totalmente o povo do Brasil ao Teu coração. Tu reinarás para sempre sobre o povo que era meu”. Essas palavras teriam sido ditas pela princesa Isabel, algum tempo depois de ter proclamado a abolição da escravatura, quando de sua segunda visita à basílica, feita no dia 6 de novembro de 1888. A princesa Isabel ofereceu à santa uma bela coroa feita de ouro, enfeitada com rubis e diamantes, em cumprimento de promessa feita 20 anos antes, na primeira visita feita à imagem, ao pedir a graça da maternidade. Ela que não conseguia engravidar, foi mãe de três filhos.

A rica passagem da história do Brasil foi contada pelo bispo Dom Sergio Arthur Braschi em sua homilia na missa solene em louvor de Nossa Senhora Aparecida, celebrada na tarde desta terça-feira (12), no Santuário Diocesano de Nossa Senhora Aparecida. “Estamos aqui para reafirmar nossa confiança na Mãe, que continua intercedendo pelos filhos, como o fez na situação da princesa Isabel”, destacou o bispo, ensinando que devemos imitar Maria e escutar as necessidades do outro. “Ester é a imagem de Maria. Fez também o que pode para ajudar seu povo. Sabemos que não somos maioria no mundo, mas precisamos ainda assim ser o elemento transformador, a luz do mundo, o sal da terra como dizia Jesus. Vem um mundo novo por aí e queremos fazer a nossa parte”, acrescentou, fazendo referência a Primeira Leitura e à preparação ao Sínodo de 2023.

Dom Sergio falou do carinho que o povo tem para com a Mãe Aparecida e da ansiedade que vive para poder participar sem medo das festividades em louvor à santa. “Quando tem essas ocasiões explode o desejo de participar. Exemplo disso foram as novenas, realizadas desde o dia 3, cheias de devotos, o passeio ciclístico de domingo e hoje, com os seis horários de missa, repletos. Apesar da pandemia o pessoal faz questão de participar, que bom! ”, comemorava o bispo, que também ressaltou a presença, além de muitas crianças, de numerosas pessoas de idade, trazidos por familiares. “Vamos pedir a Nossa Senhora Aparecida continue protegendo o nosso Brasil; que nós concluamos o processo de imunização e possamos, devagar, erguer a nossa vida, com uma situação econômica melhor e posamos realizar aquele sonho da princesa Isabel: que Maria reine sobre o Brasil”.

O Santuário Diocesano de Nossa Senhora Aparecida abriu seis horários de missa, além de realizar dos Santos Terços, justamente para diluir a presença dos fiéis e evitar aglomeração. Tudo organizado obedecendo os cuidados sanitários. O reitor do santuário e pároco da Paróquia São Sebastião, Sandro Maciel Ferreira, lembrou que, antes da pandemia, era apenas uma missa, a celebrada pelo bispo, na chegada da procissão. “Ano passado já tivemos seis horários, terços e a carreata para dividir a participação dos fiéis, para que todos tivessem a oportunidade de louvar a Deus através de Nossa Senhora. E a presença é sempre muito grande, afinal, o filho ama demais a mãe”, enalteceu o reitor.

Padre Sandro lembrou que a procissão em honra a Nossa Senhora Aparecida começou há cerca de 38 anos, com as irmãs que administram o Hospital Bom Jesus. De acordo com o reitor, iniciou pequena e hoje é o segundo maior encontro de católicos da Diocese. “A procissão só perde para a de Corpus Christi, é o segundo maior evento. Com a pandemia, não pudemos fazer. Mas, ano que vem ela volta e com toda a força. Com certeza será a maior de todas as procissões, justamente por causa de toda essa saudade. Viver esse momento é reavivar a fé e mostrar que nós não somos órfãos, que temos uma mãe que nos acolhe e nos ampara”, argumentou. Em substituição à procissão foi idealizada a carreata, que tem em torno 22 quilômetros.





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