10/03/2021 às 16h05min - Atualizada em 10/03/2021 às 16h05min

Entidade médica do PR afirma que reabertura do comércio terá efeito “devastador”

Médicos representados pelo Simepar defendem um ‘lockdown’ urgente e de, no mínimo, duas semanas para retardar a expansão da COVID-19 no estado

Da redação, com informações da Banda B
A secretária-geral do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), Claudia Paolo Carrasco Aguilar, disse em entrevista ao site ‘Banda B’, nesta quarta-feira (10), que os médicos representados pela entidade defendem um ‘lockdown’ urgente e de, no mínimo, duas semanas para retardar a expansão da COVID-19 no estado.
 
O sindicato, segundo a médica, também se coloca totalmente contrário à retomada das aulas presenciais e dos serviços não essenciais que ocorre a partir desta quarta-feira. Na visão dela, isso terá um efeito “devastador” nos esforços de evitar que o sistema de saúde entre em colapso. 
 
A secretária-geral da entidade disse ainda ao ‘Banda B’ que os profissionais de saúde estão física e mentalmente esgotados. “Os profissionais estão esgotados. São vários afastados por contaminação e as equipes estão deficitárias. Já se foi um ano de trabalho esgotante, física e mentalmente. Não está fácil trabalhar na linha frente, e tem sido doloroso ver pacientes morrendo sem o devido tratamento, já que os hospitais estão lotados”, pontuou.
 
Na avaliação de Claudia, o número crescente de casos de COVID-19 no Brasil é fruto de uma “má gestão”. O problema, segundo ela, é a falta de vacina. "Uma quantidade muito pequena de pessoas vacinadas e hoje só o isolamento social garante, mas não é cumprido. É preciso vacinar, porque assim teremos controle da situação. Hoje quem vacina pelo mundo começa a regredir no lockdown”, explicou. 

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