21/10/2021 às 08h32min - Atualizada em 21/10/2021 às 08h32min

Professor de PG acusado de assédio sexual será interrogado, diz Nucria

Segundo a delegada responsável pelo caso, suspeito possui histórico da prática de crimes da mesma natureza

Da redação
Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Ponta Grossa, através do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), confirmou nesta quarta-feira (21) que recebeu formalmente três denúncias de assédio sexual contra um professor de Matemática do Colégio Civico-Militar Frei Doroteu de Pádua, localizado no bairro de Periquitos, em Ponta Grossa.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Ana Paula Cunha Carvalho, o relato das vítimas demonstra efetivamente a prática de crimes de assédio sexual e importunação sexual praticado pelo investigado, que deverá ser interrogado nos próximos dias. A delegada ressalta ainda que, de acordo com a investigação, o suspeito já possui histórico da prática de crimes da mesma natureza, ocorridos entre os anos de 2005 a 2013.

Denúncias 

Conforme o colégio, as vítimas são adolescentes e cursam o 8º ano do Ensino Fundamental II. A principal denúncia partiu de uma aluna de 13 anos e se tornou pública na última terça-feira (19). Segundo ela, o professor a teria chamado para realizar a chamada. A estudante teria se dirigido à frente da classe, quando o educador teria passado a mão nos ombros da menina e descido até as suas partes íntimas, à vista de todos os alunos.

O caso teria ocorrido há menos de uma semana e a direção da escola só teria tomado conhecimento do assunto três dias depois, através da própria vítima. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação (SEED), o diretor do colégio, Roger Andrade, realizou um registro em ata, comunicou os pais das alunas que haviam prestado queixa e realizou uma reunião com o professor. 

Agora, conforme a pasta, o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Ponta Grossa analisa a ata e os relatórios sobre as queixas, e serão abertos uma sindicância e um processo administrativo disciplinar. Conforme a SEED, o professor pode ser afastado antes mesmo da conclusão da sindicância.

O que diz o diretor 

Andrade afirma que o colégio começou a registrar as atas sobre o caso assim que as primeiras alunas se queixaram da postura do professor dentro da sala de aula. De acordo com Andrade, as estudantes relataram que, quando saíam para ir ao banheiro, o professor ficaria "olhando" para elas e que ele daria preferência para que só as meninas se sentassem perto de sua carteira.

O diretor informa ainda que o colégio "tomou o cuidado" de alocar o professor acusado em salas que contassem com câmeras de segurança, "justamente para que, se acontecesse alguma coisa, a gente tivesse imagens". Essas imagens, segundo Andrade, serão disponibilizadas à Polícia Civil caso seja necessário.

De acordo com o diretor, o professor teria afirmado que deixará de dar aulas no colégio.

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