22/10/2021 às 05h58min - Atualizada em 22/10/2021 às 05h58min

Ponta Grossa perde para Recife a disputa pela Escola de Sargentos das Armas

Em vídeo publicado nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que a decisão foi tomada após "exaustivos estudos"; assista

Foto: Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou na noite desta quinta-feira (21) a cidade de Recife como a sede da futura Escola de Formação de Sargentos das Armas (ESA) do Exército Brasileiro. O anúncio frustra as expectativas de Ponta Grossa, escolhida uma das finalistas pré-selecionadas para receberem a escola.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que a decisão pela capital pernambucana foi tomada “após dois anos de exaustivos estudos feitos pelo comando do Exército Brasileiro”. O presidente explicou que a decisão foi baseada em critérios técnicos, e agradeceu as guarnições de Santa Maria (RS) e Ponta Grossa por também terem se apresentado como voluntárias no processo seletivo.

A disputa começou com 18 pretendentes, e apenas três cidades brasileiras estavam no páreo para receber o investimento de R$ 1,5 bilhão do Exército para construção da nova sede da Escola de Sargentos das Armas (ESA), estabelecimento de ensino superior voltado à formação de sargentos de infantaria, cavalaria, artilharia, engenharia e comunicação.

Assista ao pronunciamento do presidente: 



Diferenciais não foram suficientes

Ponta Grossa havia apresentado uma série de diferenciais ao alto comando do Exército para sediar a Escola de Formação de Sargentos. Além da infraestrutura e localização, a cidade mencionou que, ao contrário das concorrentes, que previram para a ESA áreas já pertencentes ao Exército, seria destinado um terreno de 4,5 mil hectares no distrito de Itaiacoca, onde hoje está instalada a Fazenda Modelo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – em contrapartida, o Exército destinaria à Embrapa uma área no município vizinho de Palmeira.

Entre as contrapartidas prometidas pela prefeitura, estavam isenção fiscal e a garantia de obras de infraestrutura, como a construção de um novo contorno rodoviário, um acesso adicional à ESA, ampliação da infraestrutura aeroportuária e disponibilidade de serviços de saneamento, energia e comunicação de alta qualidade na área de operação.

Nas propostas constavam também a criação de uma Zona Especial Militar no perímetro da ESA, que daria flexibilidade para os projetos da escola e da futura Vila Militar, e a cessão de um hangar no Aeroporto de Sant’Ana, para uso da escola e das organizações militares. A prefeitura também prometeu disponibilizar 20 mil metros quadrados em áreas na cidade para residências militares e imóveis para o estabelecimento de um Hospital Militar de Guarnição e um colégio militar.

Informações são da 'Gazeta do Povo'

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