27/10/2021 às 17h48min - Atualizada em 27/10/2021 às 17h48min

Disfunção erétil e automedicação: médico urologista de PG mostra os perigos dessa relação

Entenda causas, consequências e métodos de tratamento eficazes contra o problema, segundo o médico Alexandre Parucker Lemos

Da redação
Foto: Reprodução
A disfunção erétil ocorre quando um homem não consegue ter, ou manter, uma ereção firme o suficiente para a relação sexual. Entre as principais consequências que ela traz está o estresse, a tensão no relacionamento e a baixa autoconfiança. Segundo dados do portal da urologia, cerca de 100 milhões de homens no mundo todo apresentam disfunção erétil, encontrada, em grande maioria, após os 40 anos. Já no Brasil, a prevalência se aproxima dos 50%, estimando a quantia de 16 milhões de pessoas afetadas.

Ao perceber o problema, muitos homens acabam recorrendo a medicamentos, sem antes consultar um especialista. Uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal da Farmácia (CFF), concluiu que a automedicação é um hábito comum entre 77% dos brasileiros. Quase metade da população faz uso pelo menos uma vez por mês e, cerca de 25%, diariamente ou uma vez por semana.

O médico urologista Alexandre Parucker Lemos, que atua na clínica urológica UroSaúde, em Ponta Grossa, explica que a disfunção erétil é definida em mais de um grau, e pode ser proveniente de várias causas físicas e psicológicas, como problemas cardiovasculares, metabólicos, neurológicos, hormonais, cirúrgicos ou uso de certos medicamentos, ou substâncias. “Além disso, a ansiedade e o medo de falhar também podem estar entre as causas”, completa Alexandre.

Muitas pessoas falam de disfunção erétil como “impotência sexual”. Segundo o doutor, não há diferença entre os termos. “Os termos são sinônimos, mas a maneira mais correta e mais comumente utilizada é ‘disfunção erétil’”, explica.

Automedicação

Segundo a experiência de Lemos, a disfunção erétil é “uma das condições que mais assusta a população masculina, o medo chega a ser tão grande que infelizmente alguns fazem uso indevido de medicação após um único episódio. É muito perigoso quando o paciente tenta resolver um problema de saúde assim, pois pode causar mais problemas, além deste”, relata.

É importante ressaltar que a automedicação jamais será aprovada por um médico, pois o uso indiscriminado de qualquer remédio pode levar a quadros de intoxicação e desregulação do organismo. “Os medicamentos para disfunção erétil, por sua vez, são ainda mais sensíveis para manusear incorretamente, pois geram vasodilatação, aumentando assim o fluxo sanguíneo do pênis”, pontua o médico.

Entre tantos perigos da automedicação, estão as reações adversas que estes medicamentos geram, como queda de pressão, tontura, alterações visuais, desmaios e até mesmo infarto. Inclusive, o uso associado com outras drogas também pode levar a complicações graves, além de gerar dependência emocional e química das substâncias.

Tratamentos

Atualmente, segundo o urologista, os remédios orais são os mais utilizados nos tratamentos, e devem ser tomados em torno de uma hora antes da relação sexual. Toda a avaliação é feita por um especialista, que indicará o remédio mais adequado ao quadro do paciente. “Quando esses medicamentos não têm bom resultado, a segunda linha de tratamento são medicamentos que podem ser injetados dentro do pênis através de uma pequena seringa e agulha. Em geral, é indolor, e a ereção ocorre dentro de 5 a 10 minutos”, explica Lemos.

Ainda, caso estes recursos não funcionem para o paciente, há uma terceira possibilidade que envolve a utilização de ondas eletromagnéticas que promovem o surgimento de novos vasos sanguíneos no órgão. Em último caso, o doutor explica que o paciente poderá recorrer à cirurgia de implante de prótese peniana, um método mais invasivo, porém eficaz. “Seu objetivo é proporcionar uma rigidez adequada ao pênis. As próteses podem ser maleáveis ou infláveis”, finaliza o especialista.


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