11/03/2021 às 11h31min - Atualizada em 11/03/2021 às 11h31min

“Teremos dias de grande tristeza e dor”, diz Elizabeth sobre possível aumento de mortes por COVID-19 em PG

Sistema de saúde em Ponta Grossa entrou em colapso; prefeita, no entanto, descarta ‘lockdown’ absoluto no município

Por Rafael Guedes
Foto: Reproduçãp / Facebook
Em entrevista coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (11), a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, fez um contundente discurso sobre a situação da saúde no município. 
 
A gestora começou falando que a cidade está em uma “situação de colapso assustadora” e que “teremos dias de grande tristeza e dor, com aumento significativo do número de mortes”. 
 
Elizabeth também pediu aos cidadãos que fiquem em casa e só saiam se for indispensável. “Pequenos acidentes e ferimentos [ocorridos na rua] estão impactando os serviços de saúde. Todos os recursos da saúde já estão sendo utilizados. Não há margens”, declarou. 
 
Lockdown 
 
A professora, no entanto, descartou um ‘lockdown’ absoluto no município. “Impôr um ‘lockdown’ absoluto é inviável, e de nada adianta se as pessoas não colaborarem”, afirmou.
 
Soluções simplistas 
 
A prefeita também falou sobre soluções “simplistas e ideais”, como a abertura de novos hospitais ou de hospitais de campanha. “É inviável. Não há suprimentos, medicamentos e oxigênio para atender novas instituições”, disse. 
 
UPA Santana 
 
E, por falar em lugares de atendimento, Elizabeth disse ainda que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santana, que receberá casos de urgência e emergência, está “sendo finalizada”. “Trabalhos intensos e constantes estão sendo realizados”, garantiu. 

Caos 

Próximo ao fim de sua fala, a gestora reforçou o pedido para que as pessoas não saiam de casa e "não contribuam para esse caos". "Nós precisamos nos unir contra esse inimigo invisível", pediu. 

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