02/11/2021 às 09h54min - Atualizada em 02/11/2021 às 09h54min

Catalá defende proximidade e respeito ao perfil dos atletas para segurar o Operário na Série B

Prestes a completar um mês à frente do Fantasma, treinador afirma que a relação com os jogadores tem sido amistosa e que a cidade e a torcida chamaram a sua atenção

Da redação
Foto: Divulgação
Substituindo Matheus Costa depois de uma sequência de sete jogos sem vitória, o treinador Ricardo Catalá recebeu a missão de afastar o Operário da zona de rebaixamento. Após um mês à frente do Alvinegro, o treinador teve início complicado, mas com vitórias contra o CSA e o Avaí encerrou o jejum e engrenou sequência que o clube não tinha desde agosto, quando venceu o Remo e o Vasco.

Catalá se notabilizou por seu trabalho no Mirassol em 2020, onde chegou a ser eleito o melhor treinador do Campeonato Paulista. Na mesma temporada, comandou o Guarani de Campinas, seu primeiro clube de expressão antes de chegar ao Operário. Perguntado a respeito da pressão do cargo, o técnico da equipe de Vila Oficinas reforça que a vida de quem atua em esportes de alto nível é permeada de desafios. “Cada equipe que passei tinha os seus desafios e objetivos, e no Operário é igual. Aqui tenho situações que vão me tirar da minha zona de conforto, e eu particularmente gosto dessa sensação”, afirma.

Contratado com o desafio de reconduzir o Operário ao caminho das vitórias, o treinador de 39 anos se considera um adepto do futebol agressivo com e sem a bola, mas que, acima de tudo, respeita as características do seu plantel. Para ele, além de esquemas táticos, é necessário se aproximar dos jogadores para entender cada um. Essa seria uma estratégia para alcançar os objetivos a curto prazo. “Às vezes, as respostas que buscamos estão em sair para tomar um café ou almoçar com um atleta, em ouvir as suas necessidades e entender qual a melhor forma de extrair o potencial ali existente”, explica.

Na virada do turno, o Operário estava quatro pontos atrás do quarto colocado, que na ocasião era o CRB, com 33 pontos. No entanto, o que seria uma corrida para o G4 acabou se tornando, após sete rodadas sem vitória, uma corrida de permanência na Série B. Com sete pontos conquistados, em 12 disputados, Catalá considera que a posição na tabela não pode ser o fator fundamental para a implementação de um trabalho. “O nosso foco sempre esteve na evolução, entendendo que a posição na tabela seria fruto do que realizássemos no dia a dia”, ressalta.

Após duas vitórias consecutivas contra equipes que lutam pelo acesso para a Série A do Campeonato Brasileiro, o clima em Vila Oficinas amenizou. No entanto, ainda restam seis rodadas para o fim da competição. Nesta sequência, quatro jogos são contra equipes que brigam pelo acesso, e os outros dois são contra adversários diretos na tabela. Para passar por essa maratona de jogos, Catalá ressalta que a postura do Fantasma precisa ser a mesma que levou o clube aos recentes triunfos. “Nada vai mudar, tudo vai continuar como fazemos todos os dias. Nos esforçaremos para atingir o máximo de pontuação que a tabela nos permite neste momento”, pondera.

Laços 

Prestes a completar um mês à frente do Operário, o treinador revela que a relação com os atletas tem sido amistosa, e que a cidade e a torcida têm chamado a sua atenção e transformando essa passagem pelo Fantasma em um momento especial para a sua carreira. “A cidade é incrível, a nossa torcida é especial e os atletas desse elenco estão entre os mais qualificados e comprometidos que eu já encontrei em minha carreira. Tenho contrato até 2022, e pretendo cumpri-lo até final e assim fortalecer esse laço bacana que foi construído com todos”, conclui.

Notícias Relacionadas »