12/03/2021 às 08h15min - Atualizada em 12/03/2021 às 08h15min

Abertura da UPA Santana e melhorias no PSM podem amenizar caos da saúde, diz vice-reitor da UEPG

Ajustes poderiam dar a possibilidade de que novos leitos fossem criados para pacientes com COVID-19 e de outras situações, como partos, infartos e AVCs

Da assessoria
Foto: Divulgação
O vice-reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e ex-diretor do HU-UEPG (2012-2018), professor Everson Krum, acredita que a cidade tem alternativas para enfrentar o estrangulamento do sistema de saúde pública diante do aumento de casos de covid-19. Para o especialista, a abertura da UPA Santana e o reforço da estrutura no hospital Amadeu Puppi (PSM) poderiam ser um caminho.

Everson defende que, com a manutenção das restrições impostas à circulação de pessoas, a abertura de uma nova UPA e a melhoria da estrutura do PSM, com o conserto de equipamentos e contratação de mais funcionários, poderiam dar a possibilidade de que novos leitos fossem criados para pacientes com covid-19 e também vítimas de outras situações não evitáveis, como partos, infartos e AVCs, por exemplo.

O professor acredita que a contratação emergencial de profissionais de saúde por parte da Prefeitura e do estado, somada ao reforço e melhoria da estrutura do PSM, como o conserto do tomógrafo e outros equipamentos, traria uma melhoria sensível ao cenário da saúde. "De fato, a situação é grave, mas é preciso buscar alternativas para seguir prestando atendimento, além de fortalecer as medidas de distanciamento", destaca. 

O especialista destaca ainda que outra atitude neste momento de crise poderia vir da sociedade civil. "É preciso organizar-se num grande movimento pela cidade, num comitê emergencial, e providenciar a aquisição de materiais e insumos que são de difícil aquisição pelos serviços públicos, para auxiliar na reorganização dos serviços hospitalares e de pré-atendimento da cidade", ressalta Everson.

Krum explica que esses insumos são equipamentos, EPIs e mesmo medicamentos que estão sendo buscados em todo mundo, em enorme demanda. "A compra através da iniciativa pública é muito complexa, mesmo com as facilitações permitidas pelas leis recentes diante da pandemia. Além disso, o movimento de oferta e demanda fez os preços destes produtos dispararem, mais uma vez", aponta o vice-reitor da UEPG. 

Everson lembrou ainda que o diagnóstico apontado pelos representantes da saúde da cidade nesta quinta-feira (11), mas ressalta que é preciso buscar alternativas. "De fato o momento é gravíssimo, falta material humano, falta insumo, falta espaço... mas também é preciso apresentar alternativas de ação imediata para que nós, profissionais da saúde, possamos seguir tentando salvar vidas, que é aquilo que prometemos em nossos juramentos", lembra Everson.

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