12/03/2021 às 10h40min - Atualizada em 12/03/2021 às 10h40min

7 dicas para manter as crianças motivadas nas aulas on-line

Orientações são da coordenadora do Ensino Fundamental do Colégio Marista Paranaense, Sheila Lippmann Hey

Da assessoria
Foto: Pexels
Após um ano com aulas remotas e com alguns períodos de reabertura e fechamento das escolas, as crianças podem perder a motivação pelos estudos. Em um momento em que todos já estão cansados, é preciso usar a criatividade para manter o interesse dos estudantes nas atividades que estão do outro lado da tela.

Na opinião da coordenadora do Ensino Fundamental do Colégio Marista Paranaense, Sheila Lippmann Hey, o equilíbrio ainda é a palavra-chave para conduzir o processo. “O tempo de descanso é tão importante quanto o de estudo, ainda mais quando as aulas estão 100% online novamente. É importante ter um tempo para oxigenar e voltar a ter foco no que se está fazendo”, explica. E essa dica vale tanto para quem está na escola como trabalhando em home office.

Segundo a coordenadora, é preciso aproveitar o que foi aprendido neste último ano para utilizar melhor o tempo e priorizar o bem-estar dos estudantes. “O que mais queremos é ver as crianças nas escolas, mas enquanto isso não é possível, o melhor é que aproveitem ao máximo as aulas online, com o protagonismo que desde cedo praticamos em todas as atividades”, analisa.

Confira algumas dicas para tirar o melhor proveito das atividades online:

Pausas criativas

Sentar por muitas horas em frente ao computador é ruim para o corpo e para a mente, que para de prestar atenção no que está fazendo. Procure fazer pausas a cada 40 ou 50 minutos. É um bom momento para caminhar, fazer um alongamento e ver o mundo lá fora. A atenção e o foco com certeza vão agradecer.

Acompanhe as mudanças

Crianças e jovens são motivados por diferentes coisas, que mudam rapidamente. O que antes funcionava, talvez não apresente mais o mesmo resultado, por isso é bom acompanhar de perto e sempre perguntar sobre os sentimentos e motivações dos estudantes. “Dessa forma fica mais fácil para os pais e professores darem apoio a eles”, explica.

Valide o esforço

Nem sempre gostamos de todas as tarefas que precisamos realizar, mas com uma atitude positiva e eficiente é possível equilibrar o dia para que o saldo seja positivo. Vale lembrar isso aos pequenos também, incentivando o bom desempenho em diferentes áreas do conhecimento, mostrando como estão conectadas e como é importante se dedicar aos estudos. Em última instância, vale reforçar que se a tarefa for bem feita e com agilidade, sobra mais tempo para se fazer o que gosta.

Esteja presente

Aulas online, longe dos colegas e dos professores, são realmente diferentes do que as atividades presenciais. Mas, usando bem a tecnologia, é possível aprender e compartilhar de várias maneiras. Estar presente na aula, com a câmera ligada e microfone aberto (quando a professora permitir), é uma maneira de estar atento à atividade.  

Chacoalhar a rotina

Se for possível ajustar os horários das atividades de alguma forma, ou mudar a rotina do tempo livre, por que não? Nesse período de quarentena, pequenas mudanças podem criar doces memórias e melhorar o dia de alguém que estava de mau humor, por exemplo. Pode ser um lanche fora de hora, ou uma pausa no meio dia para ver um seriado divertido. Basta usar a imaginação.

Use papel e caneta

Nem só de tecnologia vive um estudante. Por mais que o professor e os colegas estejam atrás da tela do computador, fazer anotações no caderno, marcar o material didático e fazer resumos bem visuais ajuda a fixar o conteúdo aprendido nas aulas online. “São estímulos diferentes e importantes para o cérebro.

Ajuste as expectativas

São tempos desafiadores para todos e cada um enfrenta situações de uma maneira muito particular. Entender o tempo de cada pessoa, com empatia e acolhimento, pode ajudar a aliviar momentos de estresse e cansaço. “É natural que o cansaço ou a tristeza batam a nossa porta, mas saber identificar esses momentos e ter com quem contar, são maneiras de lidar com isso. Temos que ser resilientes”, conclui.

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