17/11/2021 às 16h08min - Atualizada em 17/11/2021 às 16h08min

Professor de PG é indiciado por assédio e importunação sexual

Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes concluiu as investigações nesta quarta-feira (17); relembre o caso

Da redação
Foto: Reprodução
O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) de Ponta Grossa concluiu, nesta quarta-feira (17), as investigações sobre as acusações de assédio e importunação sexual que pesavam sobre um homem de 51 anos, professor de Matemática do Colégio Civico-Militar Frei Doroteu de Pádua, localizado no bairro de Periquitos. Ao fim das apurações, o órgão decidiu pelo indiciamento do investigado.

Segundo a delegada Ana Paula Cunha Carvalho, quatro vítimas compareceram à 13ª Subdivisão Policial (13ª SDP), onde prestaram declarações referentes às situações envolvendo o professor. “Contra três vítimas restou devidamente configurado o crime de assédio sexual e, em face de uma delas, o crime de importunação sexual, tendo o investigado sido indiciado em todos os inquéritos policiais. Ressalta-se que o indivíduo apresentou-se acompanhado de advogado e acabou negando todas as acusações”, comenta a delegada. 

A partir de agora, o caso será encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR). 

Relembre

No mês passado, a Polícia Civil de Ponta Grossa, através do Nucria, recebeu formalmente quatro denúncias de assédio sexual contra o professor do Colégio Civico-Militar Frei Doroteu de Pádua. Conforme a delegada Ana Paula Cunha Carvalho, o relato das vítimas demonstrava efetivamente a prática de crimes de assédio sexual e importunação sexual por parte do então suspeito. A delegada observa ainda que, segundo a investigação, o indivíduo possui histórico na prática de crimes da mesma natureza, ocorridos entre os anos de 2005 e 2013.

Denúncias 

Conforme o colégio, as vítimas são adolescentes e cursam o 8º ano do Ensino Fundamental II. A principal denúncia partiu de uma aluna de 13 anos e se tornou pública no dia 19. Segundo ela, o professor a teria chamado para realizar a chamada. A estudante teria se dirigido à frente da classe, quando o educador teria passado a mão nos ombros da menina e descido até as suas partes íntimas, à vista de todos os alunos.

O caso teria ocorrido na primeira quinzena de outubro e a direção da escola só teria tomado conhecimento do assunto três dias depois, através da própria vítima. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação (SEED), o diretor do colégio, Roger Andrade, realizou um registro em ata, comunicou os pais das alunas que haviam prestado queixa e realizou uma reunião com o professor. 

O Núcleo Regional de Educação (NRE) de Ponta Grossa analisou a ata e os relatórios sobre as queixas, e abriu uma sindicância e um processo administrativo disciplinar.

O que diz a direção 

Andrade afirma que o colégio começou a registrar as atas sobre o caso assim que as primeiras alunas se queixaram da postura do professor em sala de aula. De acordo com Andrade, as estudantes relataram que, quando saíam para ir ao banheiro, o professor ficaria "olhando" para elas e que ele daria preferência para que só as meninas se sentassem perto de sua carteira.

O diretor informa ainda que o colégio "tomou o cuidado" de alocar o professor acusado em salas que contassem com câmeras de segurança, "justamente para que, se acontecesse alguma coisa, a gente tivesse imagens". Essas imagens, segundo Andrade, seriam disponibilizadas à Polícia Civil. 

Conforme o diretor, o professor teria afirmado que deixará de dar aulas no colégio.

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