12/03/2021 às 17h15min - Atualizada em 12/03/2021 às 17h15min

Prefeitura de PG recusou o Hospital Evangélico no início da pandemia, diz presidente da mantenedora

Sociedade Evangélica Beneficente afirma que agora não pode tirar o inquilino do local em virtude do contrato de locação

Da redação
Foto: Google Street View
Depois que a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, revelou a situação caótica do sistema de saúde do município nesta quinta-feira (11), muitas pessoas, entre cidadãos comuns e lideranças, começaram a pensar em possíveis soluções para tentar reverter o preocupante quadro. Entre essas opções, muitos citaram a reativação do Hospital Evangélico, parado desde 2016 e atualmente alugado para a empresa de construção Tabocas. 

Procurada pela reportagem do portal ‘NCG.news’, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) disse, por meio da assessoria, que o local pertence à Sociedade Evangélica Beneficente. A assessoria informou ainda que a definição de novos leitos para atendimento exclusivo de pacientes com COVID-19 é realizada através da contratualização junto à Secretaria de Estado da Saúde (SESA) e que, portanto, o questionamento deve ser repassado para a diretoria da 3.ª Regional de Saúde, representante da secretaria na região.  

O chefe da 3.ª Regional, Robson Xavier, foi procurado pela redação deste portal na manhã desta sexta-feira (12) e se comprometeu a dar uma resposta até as 11h. Procurado novamente, ignorou a solicitação da reportagem.
 
O presidente da Sociedade Evangélica Beneficente, Cassiano Ienke, revela que a estrutura do Hospital Evangélico chegou a ser oferecida à Prefeitura no início de 2020, mas foi recusada sob o argumento de que já existia o Hospital Universitário e que “tudo já estava sob controle”.

“No início do ano, fizemos um ofício oferecendo a estrutura, mas a resposta é que não teria necessidade, pois tinham o Hospital Regional e que tudo já estava sob controle. Aí, alugamos para a Tabocas, que estava precisando para retirar os montadores dos hotéis e reduzir o risco de contaminação. Agora não podemos desalojar o pessoal da Tabocas, pois temos contrato de locação”, explica. 

Notícias Relacionadas »