26/11/2021 às 08h49min - Atualizada em 26/11/2021 às 08h49min

Mais cara do estado, nova tarifa do transporte coletivo de PG vale a partir de hoje (26)

Segundo a Prefeitura, o motivo para o reajuste é a necessidade de "garantir a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do sistema"

Foto: Divulgação
A partir da zero hora desta sexta-feira (26), a tarifa do transporte coletivo de Ponta Grossa passou a ser de R$ 5,50. Um decreto nesse sentido foi publicado pela Prefeitura Municipal no Diário Oficial do Município na última quarta-feira (24). O reajuste representa um aumento de 27,9% em relação ao valor anterior, que era de R$ 4,30. 

Segundo levantamento do jornal ‘Meio Dia’, da Rede Paranaense de Comunicação (RPC), o novo valor é o mais caro entre as maiores cidades do Paraná. Enquanto a passagem passa a custar R$ 5,50 em Ponta Grossa, ela custa R$ 5,40 em Paranavaí; R$ 5,00 em Maringá; R$ 4,50 em Curitiba; R$ 4,25 em Londrina; R$ 4,10 em Cascavel; R$ 4,10 em Foz do Iguaçu; e R$ 3,75 em Guarapuava.

Segundo a Prefeitura Municipal, o principal motivo para o reajuste é a necessidade de garantir a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do sistema, “que deu fortes sinais de esgotamento em função da queda brutal no número de passageiros com a pandemia de COVID-19.”

O Governo observa ainda que a tarifa que entra em vigor amanhã ficou “bem abaixo” da tarifa técnica de R$ 8,35 sugerida pela Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), que tomou como base os critérios indicados na planilha de serviço. 

Para preencher a diferença entre a tarifa técnica e a tarifa anunciada, e manter o serviço em funcionamento, foram sugeridas pelo Conselho Municipal de Trânsito (CMT) e por um grupo de trabalho do próprio Executivo diversas medidas que serão adotadas e vão compor uma alteração significativa do contrato de concessão. 

Entre as medidas, estão a mudança da forma de cobertura das chamadas gratuidades (direcionadas a idosos acima de 60 anos, portadores de deficiência, deficientes físicos, etc.), alteração no formato de gestão dos terminais de transporte, retirar do cálculo tarifário a remuneração da diretoria da Viação Campos Gerais (VCG) e também reduzir pela metade a margem do operador – a VCG.

Atendendo a uma recomendação do Ministério Público (MP) e também do CMT, assim como uma indicação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara, a Prefeitura irá também contratar uma auditoria externa do contrato. Também serão encaminhadas para apreciação do Legislativo as propostas de alteração da lei 7.018/2002, que vão embasar as mudanças necessárias no contrato, para garantir a manutenção do serviço.

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