29/11/2021 às 11h43min - Atualizada em 29/11/2021 às 11h43min

Novembro Azul: estatísticas, diagnóstico e preconceitos que cercam uma das doenças que mais afetam os homens

Incidência do câncer de próstata aumenta após os 50 anos; diagnóstico precoce é fundamental, pois as chances de cura são de 90%

Da redação
Foto: Reprodução
O câncer de próstata é um dos mais comuns entre os homens, ficando atrás apenas do câncer não-melanoma. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a incidência do câncer aumenta após os 50 anos, porém, o diagnóstico precoce é fundamental, pois as chances de cura são de 90%. Segundo o INCA, apenas em 2020, foram mais de 65 mil novos casos no Brasil. 

Uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia mostrou que, entre 2019 e 2020, houve queda de 21% nas biópsias e 27% nos exames de sangue, que auxiliam os médicos no rastreamento do câncer de próstata. Um dos motivos pode estar relacionado à pandemia, pois, o público masculino acabou adiando consultas e exames clínicos. 

Diagnóstico

Em sua fase inicial, o câncer pode ter uma evolução silenciosa, o que traz um alerta quanto à necessidade de realizar exames preventivos. Há duas maneiras de detectar a doença, quando há e quando não há sintomas. Caso o paciente já tenha sintomas sugestivos, devem ser feitos exames clínicos, laboratoriais, endoscópios e radiológicos. E quando não há sintomas, os exames indicados são o toque retal e o exame de sangue. Os sintomas incluem a dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes ao dia e a presença de sangue na urina. 
Depois do diagnóstico, os tratamentos podem incluir radioterapia, cirurgia e tratamento hormonal. A escolha deve ser feita pelo médico, após estudar e analisar em que grau o câncer está.   

Prevenção

O câncer de próstata pode ter fatores genéticos (hereditários). Mas, o estilo de vida também pode influenciar, e muito. De acordo com o INCA, o excesso de gordura corporal pode aumentar o risco do câncer de próstata avançado. Além disso, outros fatores também podem favorecer o aparecimento do câncer, como a exposição a químicos. 

Portanto, adotar um estilo de vida mais saudável pode evitar o aparecimento de inúmeras doenças, inclusive o câncer de próstata.  

Preconceito 

Fabiano Bittencourt é diretor da clínica UroSaúde em Ponta Grossa, que é voltada a tratamentos na área de urologia. O empresário conta que, em sua experiência de dez anos no setor, pôde acompanhar de perto diversos casos, dos mais simples aos mais complexos, de câncer de próstata e outras doenças que afetam os homens. “Infelizmente, alguns casos na medicina urológica são silenciosos e irreversíveis, como o câncer de próstata. Por isso a importância de procurar um especialista pelo menos uma vez ao ano”, explica. 

Para Fabiano, é comum que o homem negligencie os cuidados médicos. “As mulheres têm geneticamente um carinho materno superior e um sexto sentido aguçado. Por conta disso, elas são mais preocupadas e insistentes no cuidado com a saúde da família. E essa insistência acaba vencendo a resistência masculina”, relata o diretor.
 
Bittencourt também explica que, em sua vivência, já presenciou diversos casos onde os pacientes deixaram para se preocupar com a saúde quando a doença já estava em um grau avançado. “É comum pacientes de mais de 60 anos serem encaminhados para cirurgias e outros procedimentos, e, após as cirurgias, muitos deles perguntam: por que eu não fiz isso antes?”, comenta. Portanto, a melhor saída é deixar o preconceito de lado e fazer os exames. Para Fabiano, há uma data ideal para realizar os exames anualmente. “O ideal seria na data de aniversário, pois o melhor presente é cuidar da própria saúde”, finaliza. 

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