24/12/2021 às 11h55min - Atualizada em 24/12/2021 às 11h55min

Vereador de PG diz que dará receitas gratuitas de vacina contra a COVID-19 para crianças

Parlamentar, que também atua como médico, afirma que obrigatoriedade de prescrição médica proposta pelo Ministério da Saúde é uma tentativa de dificultar o acesso à vacinação: “Governo negacionista”

Da redação
Foto: Divulgação
Em documento divulgado nesta sexta-feira (24), a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à COVID-19 (SECOVID), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, recomendou que a vacinação de crianças de cinco a 11 anos com o imunizante da Pfizer seja opcional e que seja realizada somente com prescrição médica e autorização dos pais ou responsáveis, mediante assinatura de termo de assentimento. 

Na visão do vereador e médico ponta-grossense Erick Camargo (PSDB), a obrigatoriedade da prescrição médica nesse caso representa uma “tentativa de dificultar o acesso à vacinação” por parte do Governo Federal. Em resposta, o parlamentar afirmou na noite desta quinta-feira (23), através das redes sociais, que receitará a vacina para todas as crianças gratuitamente. 

“Na tentativa de dificultar o acesso à vacinação, o governo Bolsonaro anunciou que a vacinação de crianças de cinco a 11 anos precisará de prescrição médica. Adianto desde já que receitarei a vacina para todas as crianças gratuitamente! Através da vacina, já erradicamos a poliomielite e vamos erradicar também a COVID, e nenhum governante negacionista vai nos tirar esse mérito! Chega de mortes!”, escreveu o vereador. 

Confira a postagem do parlamentar: 


Consulta pública 

Nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde abriu uma consulta pública sobre vacinação contra a COVID-19 de crianças de cinco a 11 anos. Segundo a pasta, o objetivo é “informar e conhecer as dúvidas e contribuições da sociedade científica e da população” sobre a vacinação das crianças com o imunizante da marca Pfizer, aprovada no último dia 16 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A consulta, publicada no site do ministério ontem (23) às 23h59, estará aberta até o dia 2 de janeiro. Para acessar o formulário da consulta, clique aqui.

Na página, o ministério indica a leitura de um documento com informações relativas à vacinação desse público. Será considerada apenas uma contribuição realizada com o mesmo CPF ou CNPJ no formulário disponibilizado na consulta pública. “Caso haja necessidade de retificar algum dado preenchido, antes do encerramento da consulta pública, é preciso inserir novamente todas as informações no formulário, visto que a contribuição anterior não será considerada”, informa a pasta.

Para o ministério, a vacinação não deve ser compulsória e, para a aplicação do imunizante, “será exigida prescrição médica e autorização dos pais ou responsáveis, mediante assinatura de termo de assentimento”.

O ministério acrescenta que a inclusão da referida faixa etária no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação deverá priorizar crianças com deficiência permanente ou comorbidades, bem como aquelas que vivam “em lar com pessoas com alto risco para evolução grave de COVID-19”.

No caso de crianças sem comorbidade, a ordem de prioridade vai das mais velhas para mais novas, iniciando com o grupo com idade de dez a 11 anos.

Decisão

No último dia 18, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a decisão do governo sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos será tomada no dia 5 de janeiro, após audiência e consulta públicas. Em conversa com jornalistas, Queiroga disse que a autorização da Anvisa não é decisão suficiente para viabilizar a vacinação para esse grupo.

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