27/12/2021 às 13h29min - Atualizada em 27/12/2021 às 13h29min

Vacinação de crianças no Paraná será igual à de adolescentes, diz Beto Preto

Na semana passada, o Ministério da Saúde recomendou que crianças de cinco a 11 anos sejam vacinadas apenas com prescrição médica

Foto: Reprodução
O secretário estadual da Saúde do Paraná, Beto Preto, afirmou, nesta segunda-feira, em Londrina, que a vacinação contra a Covid-19 de crianças vai ser feita da mesma forma como ocorreu com adolescentes no estado: sem exigência de prescrição médica, mas com a necessidade de autorização dos responsáveis para a aplicação do imunizante.

"As sociedades brasileiras de médicos especialistas de pediatria, de imunizações, de infectologia, todos eles orientam que a vacinação seja feita, então nos vamos agir na mesma logica que agimos com adolescentes, sem a necessidade da prescrição", afirmou.

Na quinta-feira, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a pasta recomendará que as crianças de 5 a 11 anos sejam vacinadas desde que haja prescrição médica e assinatura de termo de consentimento pelos pais.

No dia seguinte, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) se posicionou contra a necessidade da receita médica para a vacinação.

Beto Preto disse que a vacinação das crianças de 5 a 11 anos será livre, levando em conta a vontade das pessoas de receber a aplicação do imunizante ou não.

"Isso é importante dizer: ninguém será vacinado sem que o pai e a mãe possam autorizar, exatamente como aconteceu com os adolescentes", disse.

A expectativa, segundo o secretário, é que os imunizantes para aplicação nas crianças cheguem para o Ministério da Saúde entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro.

Ômicron

Beto Preto também alertou para a necessidade do uso de máscaras e da imunização para o abrandamento da pandemia.

"Nós estamos tendo um Natal completamente diferente neste ano porque fizemos a vacinação acontecer", afirmou.

De acordo com o secretário, 1 milhão de pessoas no estado estão com a segunda dose da vacina atrasada.

Ele informou que a maior alerta no momento é a variante ômicron, e que a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) monitora sete casos: dois em Curitiba, dois em Ponta Grossa, um em Arapongas, um caso de um americano que passou pelo estado e outro caso de um catarinense que testou em Curitiba.

Segundo Beto Preto, o estado tinha planejado a flexibilização do uso de máscaras em locais abertos sem aglomeração para dezembro, mas teve que rever os planos por causa da nova variante.

"Continuamos em alerta, possivelmente temos já a variante ômicron no Paraná, mas isso não pode ser motivo de alarde. É mais uma variante que vamos ter que enfrentar", disse.

Informações são do 'G1'

Link
Notícias Relacionadas »
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Fale com NCG News!