15/03/2021 às 19h21min - Atualizada em 15/03/2021 às 19h21min

​Abaixo-assinado pede “tratamento precoce” contra COVID-19 em PG

Petição afirma que o tratamento deveria ser aplicado nos hospitais públicos e privados, bem como nas UPAs

Da redação
Foto: Prefeitura de Itajaí
Um abaixo-assinado publicado no site de petições públicas ‘Change.org’ nesta segunda-feira (15) pede que o chamado “tratamento precoce” contra a COVID-19 seja implementado em Ponta Grossa. Endereçado à prefeita Elizabeth Schmidt, o abaixo-assinado contava com 50 assinaturas até o fechamento desta matéria. 

Redigido por uma certa Erica Santos, o texto da petição afirma que o “tratamento precoce” deveria ser aplicado nos hospitais públicos e privados do município, bem como nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O tratamento proposto é uma combinação de Azitromicina, Dexametasona, Ivermectina, Vitamina D e Zinco. 

“Esse tratamento já vem auxiliando outros países, e no Brasil está dando resultados acentuados. Um exemplo específico foi na cidade de São Lourenço [MG]. O Dr. Lessa, prefeito da cidade, junto ao infectologista Leonardo e ao deputado Bruno Engler, conseguiram zerar os casos de internações desde 21 de fevereiro, e nenhum óbito foi registrado na cidade”, argumenta a autora.

Segundo a petição, a “população ponta-grossense quer ter acesso a esse tratamento eficaz”. “Pacientes assintomáticos e que querem fazer o tratamento precoce aderem ao uso da Ivermectina. Tenho plena certeza que esse protocolo reduzirá os casos bruscamente, auxiliando na normalidade da nossa cidade e na saúde dos nossos moradores”, conclui. 

Controvérsia 

O uso da Ivermectina na prevenção à COVID-19 é, no mínimo, controverso. No dia 4 de fevereiro último, a empresa responsável pelo desenvolvimento do vermífugo, a farmacêutica Merck, fez um comunicado oficial afirmando não haver dados científicos que confirmem a eficácia da droga contra a COVID-19. A empresa americana mencionou ainda que, na maior parte dos estudos, há uma “preocupante” ausência de dados sobre a segurança da substância no contexto da pandemia. 

Sete dias depois, porém, a Associação Médica do Rio Grande do Norte se notabilizou por defender o uso do medicamento como tratamento precoce contra o vírus. O posicionamento da entidade foi comunicado durante um evento voltado à discussão das evidências científicas do vermífugo em que compareceram médicos e representantes da categoria, como o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte, Geraldo Ferreira, que afirmou ser “loucura” vetar o uso do medicamento.

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