16/03/2021 às 13h54min - Atualizada em 16/03/2021 às 13h54min

Infectologista afirma que a situação no PR vai se agravar nos próximos dez dias

Na visão do médico, estado precisa de um ‘lockdown’ (fechamento dos serviços não essenciais) com duração de, no mínimo, 21 dias

Por Rafael Guedes, com informações da CBN
Foto: Prefeitura de Curitiba

O médico infectologista curitibano Moacir Pires Ramos afirmou, em entrevista à rádio ‘CBN Curitiba’, na manhã desta terça-feira (16), que a situação do sistema de saúde deve se agravar no Paraná nos próximos dez dias e que o estado precisa de um ‘lockdown’ (fechamento dos serviços não essenciais) com duração de, no mínimo, 21 dias.

Na visão do especialista, as pessoas precisam tomar conhecimento da gravidade da pandemia no estado. Para ele, o ideal seria a decretação de um ‘lockdown’ que abrangesse municípios vizinhos e que tivesse “mais intensidade”.

“Não existem mais leitos disponíveis para COVID-19 na maior parte do Paraná. Se alguém estava esperando que a situação ficasse grave para tomar alguma atitude, a situação já ultrapassou os maiores níveis de gravidade”, explicou.

De acordo com o médico, a sobrecarga no sistema de saúde é resultado de infecções que ocorreram há cerca de 14 dias. A tendência, segundo ele, é que a situação se agrave ainda mais por conta de uma “massa de pessoas” que contraiu o vírus nesse tempo.

“Entre esses 14 dias, os dados dos laboratórios têm demonstrando uma grande proporção de resultados positivos. Por volta de 40% dos exames realizados no Paraná são positivos. Então, há uma massa de pessoas que está se infectando nesses 14 dias que vão procurar hospital nos próximos dias. Aquela situação que já era crítica vai se agravar ainda mais nos próximos dez dias”, observou.

A Prefeitura de Curitiba decretou ‘lockdown’ no último sábado (13). A medida foi adotada após a capital registrar, em apenas um dia, 34 mortes por complicações da COVID-19. Até o próximo domingo (21), a cidade segue na fase vermelha. A Prefeitura de Ponta Grossa deve publicar um novo decreto nesta terça (16).

Ouça aqui a entrevista completa.


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