31/01/2021 às 09h43min - Atualizada em 31/01/2021 às 09h43min

Partido pede cassação de Valtão por quebra de decoro parlamentar

Réu por corrupção na operação que revelou as fraudes no EstaR Digital, Valtão cumpre prisão domiciliar

Foto: Divulgação

O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) protocolou, no último dia 28, um novo pedido de cassação do vereador Walter José de Souza, o Valtão. O pedido foi apresentado pelo diretório municipal do partido por meio do ex-vereador Celso Cieslak.

Réu por corrupção na operação que revelou as fraudes no EstaR Digital, Valtão cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, mas conseguiu assumir o seu quarto mandato consecutivo após receber autorização do Poder Judiciário. 

Segundo Cieslak, a ação foi autorizada pelo presidente estadual do partido, Adalmo Alves. A discussão aconteceu junto à executiva municipal do PRTB, e o novo pedido será lido na primeira sessão da Câmara, no dia 17 de fevereiro. Caso o plenário acate, uma nova comissão de avaliação será formada. No entanto, o partido já considera a cassação como certa.

Valtão era relator da CPI do EstaR Digital, criada para investigar a empresa Cidatec, responsável pela gestão do aplicativo, mas teria recebido propina para apresentar um parecer favorável à empresa. Além do vereador, três empresários foram presos por corrupção ativa e passiva. O vereador Ricardo Zampieri (Republicanos) e o presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (AMTT), Roberto Pelissari, também foram presos preventivamente na ação.

Antes de passar à prisão domiciliar com uso da tornozeleira eletrônica, o parlamentar ficou preso na Penitenciária Estadual de Ponta Grossa (PEPG) e foi transferido em seguida à Colônia Médica Penal (CMP), em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, presídio famoso por receber os presos da Operação Lava Jato.

Expulsão

Segundo o presidente do partido em Ponta Grossa, Sargento Guiarone, a sigla debateu sobre a expulsão do parlamentar, mas irá aguardar o trâmite do processo para determinar as ações. “Decidimos primeiro focar na cassação na Câmara para depois discutir uma expulsão do PRTB”, afirmou.

Reação

A população reagiu ao acontecido. Organizado por meio das redes sociais, um grupo de moradores mobilizou um protesto apartidário a favor da cassação do vereador, que, apesar de ter admitido que recebeu propina e estar em prisão domiciliar, foi autorizado a tomar posse nesta semana. Assumindo o cargo, ele garante os direitos que competem aos vereadores, como subsídio superior a R$ 10 mil, salário proporcional, além da permissão para os seus funcionários seguirem trabalhando. 


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