07/03/2022 às 09h29min - Atualizada em 07/03/2022 às 09h29min

Greve em PG: servidores se reúnem em frente à Prefeitura de Ponta Grossa

Ouça a entrevista com o presidente do SindServ e entenda como a greve ocorrerá e quais os impactos na cidade

Da redação
Foto: Naenny Oliveira
A greve geral dos servidores públicos municipais iniciou nesta segunda-feira (7) em Ponta Grossa. O início das paralisações ocorreu às 8 da manhã e a concentração ocorre em frente à Prefeitura Municipal de Ponta Grossa. Todos os setores devem participar.

Roberto Carlos Ferensovicz, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, o SindServ, falou com o portal NCG News, e deu detalhes sobre o que levou à greve e como ela ocorrerá.

Segundo Roberto, no dia 15 de fevereiro, uma assembleia geral foi convocada, e o governo apresentou uma proposta que consistia na implementação de um vale-alimentação de R$ 180,00 a todos os servidores, e quanto à Data Base, o governo colocou que só poderia iniciar a discussão a partir de setembro. Nesta assembleia as propostas foram rejeitadas.

A nova reunião com o governo ocorreu novamente na última quinta-feira (3), onde foi apresentada uma nova proposta de vale-alimentação de R$ 200,00. E quanto a discussão sobre o reajuste, o governo afirmou que só poderia faze-la no início de junho. As propostas novamente foram recusadas durante uma assembleia em frente à Prefeitura, e os servidores declararam greve.

Neste momento, estima-se que quase duas mil pessoas estejam no local. 

Ouça a entrevista com o presidente do SindServ, realizada no último sábado (5), e entenda como a greve ocorrerá e quais os impactos na cidade:


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A Prefeitura de Ponta Grossa enviou uma nota à imprensa na última sexta-feira (4), sobre o assunto. Confira:

A respeito da greve anunciada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, a Prefeitura de Ponta Grossa informa que as tentativas de conciliação foram rechaçadas pela categoria. O pedido original, prevendo a concessão de um reajuste de 10,16%, referente à reposição inflacionária de janeiro a dezembro de 2021, mais a concessão de um vale-alimentação, é reconhecidamente – inclusive pela entidade sindical – impossível de ser atendido, em face da realidade fiscal e orçamentária do município.

A proposta da administração, rejeitada pela categoria, é a concessão de um vale-alimentação de R$ 200 para todos os servidores (o que representaria para muitos um acréscimo superior a 10% na renda bruta do trabalhador, e para outros até a 14%). O município também propôs a análise da reposição possível ao final do quadrimestre contábil, no mês de junho – apenas um mês após a data-base usual da categoria. Esse prazo é necessário para que o percentual de reajuste esteja adequado às condições financeiras da Prefeitura, dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. A prefeitura vem fazendo a sua parte com a determinação do corte de 25% no orçamento das secretarias e a reforma administrativa, para enxugamento da máquina.

Em 2022, mesmo sofrendo ainda os efeitos da pandemia e com a frustração da expectativa de maior justiça fiscal, com a atualização do IPTU (que representaria uma receita adicional de cerca de R$ 70 milhões), o município já concedeu um reajuste de 10,16% no piso da carreira inicial do magistério.
Apenas nos meses de janeiro e fevereiro de 2022, para fazer frente às necessidades da Secretaria de Educação, 211 professores foram contratados – todos já remunerados com o novo piso salarial.

O vale-alimentação proposto pela prefeitura e recusado pela categoria, representaria um custo adicional de R$ 1,6 milhão ao mês. Para muitos dos funcionários, esse acréscimo seria inclusive superior aos 10,16% reivindicados originalmente pelo Sindicato dos Servidores. No entanto, e seguindo a sua programação – independente do movimento grevista – a Prefeitura avança na readequação salarial. Nesta segunda-feira, o Executivo encaminhará à Câmara projeto de lei elevando a gratificação das Auxiliares de Merendeiras e das Merendeiras: de 45% para 100% do salário-base para as Merendeiras, e de 30% para 85% para as auxiliares de merendeiras. E, ademais, ampliando a concessão da insalubridade para todas as serventes.

A administração municipal permanece aberta ao diálogo e continua disposta à conciliação, agindo com responsabilidade e transparência.



 
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