19/03/2021 às 12h14min - Atualizada em 19/03/2021 às 12h14min

Governo do PR não pretende decretar medidas mais rigorosas de combate à COVID-19

Governador declarou também que a capacidade para criar leitos de COVID-19 está no fim

Da redação
Foto: Divulgação / AEN

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, disse nesta quinta-feira (18), em entrevista ao jornal ‘Boa Noite’, da Rede Paranaense de Comunicação (RPC), que não pretende decretar medidas mais rigorosas de combate à pandemia no estado por enquanto.

“Não é uma medida unilateral do governo que vai resolver. Nós temos tomado medidas importantes. Quando, em dezembro, determinamos a restrição de horário à noite, conseguimos reduzir em 45% o número de acidentados nos hospitais, liberando profissionais da saúde para o atendimento de COVID. Foi uma medida acertada, tanto que vários estados copiaram. Mas, nos dez dias de restrição maior, conseguimos só 34% de isolamento, enquanto o ideal seria entre 50 e 55%. Ou seja, o comércio foi prejudicado e não adiantou nada”, justificou.

O governador disse que não pode decretar uma medida para o estado todo porque cada município tem a sua própria realidade. “Não posso determinar um lockdown para Curitiba e para uma cidade de 5 mil habitantes. São realidades diferentes. Por isso apoiamos e orientamos os municípios, mas não podemos decidir. O governo vê a floresta com um todo, cada prefeitura tem que cuidar da sua árvore”, observou, mencionando ainda que espera da sociedade como um todo que faça a sua parte no enfrentamento à pandemia.

Leitos

Ratinho informou ainda que próximos dias serão criados entre 200 e 300 leitos para COVID-19 no estado. No entanto, ele também avisou que a capacidade de abrir novos leitos está chegando ao fim, em virtude da falta de equipamentos e, sobretudo, de profissionais.

“Nos próximos dias, devemos criar entre 200 e 300 leitos para COVID-19, mas depois disso não teremos o que fazer mais, porque uma UTI é criada apenas com equipamentos, que estamos com dificuldade de comprar devido à alta demanda em todo o país, mas também pela falta de medicamentos e principalmente de recursos humanos”, explicou.

Nova pandemia


Segundo o chefe do Executivo estadual, o Paraná vive uma “nova pandemia” por conta das novas cepas do Coronavírus, que são muito mais agressivas e atingem todas as idades. “Esse vírus é uma nova pandemia. O vírus está muito agressivo. Não é só o governo. A sociedade precisa ajudar a não aglomerar”, afirmou.


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