19/03/2021 às 15h06min - Atualizada em 19/03/2021 às 15h06min

Cerca de 400 empresários de PG assinam carta aberta pedindo reabertura total do comércio

Empresários também apoiam o chamado "tratamento precoce" e a vacinação imediata a nível nacional, estadual e municipal

Por Rafael Guedes
Foto: Tony Olliver
Cerca de 400 empresários de Ponta Grossa assinaram uma carta aberta, divulgada nesta sexta-feira (19), pedindo a reabertura total e imediata do comércio no município. Compartilhada, entre outros, pelo empresário Marcio Pauliki, vice-presidente do Grupo MM e ex-candidato a prefeito, o manifesto começa esclarecendo que não é um documento político ou partidário. “Somos um grupo de cerca de 400 empresários que, neste momento de ameaça à atividade laborativa, se organizou com uma pauta única: a reabertura do comércio já, sem restrições de dias e horários. Buscamos uma unidade de posicionamento e de enfrentamento, capaz de ancorar a todos”, afirmam.

Membros de um certo “Movimento Unidos pelo Comércio”, os signatários esclarecem que estão cientes “da magnitude da crise que enfrentamos”, pois têm pais, filhos e amigos, mas que pleiteiam o “direito de trabalhar”. “Não minimizamos as mortes ou o colapso do nosso sistema de saúde, mas pleiteamos o nosso direito de trabalhar, gerar riquezas, manter empregos e colocar comida na mesa (nossa e dos tantos que dependem de nós)”, argumentam.

Alegando que a atividade desenvolvida por eles é a que mais emprega e gera renda no município, os autores acreditam que o pequeno e médio empresário estão sendo “reiteradamente prejudicados”, ficando impossibilitados de gerar ou manter os empregos. “O ‘lockdown’ (se é que se pode chamar assim) está gerando fome, pobreza, doenças e miséria”, defendem, acrescentando que já ficou “comprovado” que o comércio, com a adoção de medidas de prevenção e cuidado, não gera o aumento dos casos de COVID-19.

“Não existe nenhum conflito entre a continuidade da nossa atividade e a prevenção ou tratamento dos casos de COVID-19. O comércio, tanto da rua quanto de shopping, foi o primeiro a adotar e a divulgar o distanciamento social, a utilização de álcool em gel e máscaras, e a higienização contínua do ambiente. Essa é a nova rotina de nossos atendimentos e de nosso funcionamento”, alegam. 

Tratamento precoce 

Ao fim da carta, os empresários ressaltam que incentivam e buscam o diálogo com os órgãos públicos, em apoio ao chamado “tratamento precoce” e à necessidade de vacinação imediata em âmbito nacional, estadual e municipal. “Esse pleito é, portanto, pela nossa reabertura, consciente e uníssona, em busca de um caminho que mantenha o sustento da nossa população e minimize os efeitos colaterais e as cicatrizes que estamos todos sofrendo”, concluem.

Leia a carta na íntegra:

Carta Aberta através dos mais de 400 empreendedores que fazem parte do Movimento Unidos pelo Comércio

Primeiramente, importa destacar que esse não é um documento político ou partidário. Somos um grupo de cerca de 400 empresários de Ponta Grossa-PR, que neste momento de ameaça à atividade laborativa se organizou com uma pauta única: a reabertura do comércio já, sem restrições de dias e horários. Buscamos uma unidade de posicionamento e de enfrentamento, capaz de ancorar a todos.

Todos nós sabemos a magnitude da crise que enfrentamos. Temos pais, filhos e amigos. Não minimizamos as mortes ou o colapso do nosso sistema de saúde, mas pleiteamos nosso direito de trabalhar, de gerar de riquezas, de manter empregos e colocar comida na mesa (nossa e dos tantos que de nós dependem).

Nossa atividade é a que mais emprega e gera renda em nossa cidade. Com o pequeno e médio empresário sendo reiteradamente prejudicado, não somos capazes de gerar ou sequer manter esses empregos. O lockdown (se é que se pode chamar assim) está gerando fome, pobreza, doenças e miséria. Restou comprovado que o comércio, com a adoção de todas as medidas de prevenção e cuidado que estão sendo seguidas, não gera o aumento ou a propagação dos casos (até porque, com o escasso movimento e a falta de recursos da população em geral, sequer há como se falar em aglomerações e/ou concentração de pessoas nas ruas).

Não existe nenhum conflito entre a continuidade de nossa atividade e a prevenção ou tratamento dos casos de COVID-19. O comércio – tanto da rua quanto do shopping – foi o primeiro a adotar e a divulgar o distanciamento social, a utilização de álcool em gel e máscaras e a higienização contínua do ambiente. Essa é a nova rotina de nossos atendimentos e de nosso funcionamento.

Incentivamos e buscamos o diálogo com os órgãos públicos e os nossos dirigentes, em apoio ao tratamento precoce e à necessidade de vacinação já (em âmbito nacional, estadual e municipal). Esse pleito é, portanto, pela nossa reabertura, consciente e uníssona, em busca de um caminho que mantenha o sustento de nossa população e minimize os efeitos colaterais e as cicatrizes que estamos TODOS sofrendo.

Notícias Relacionadas »