16/03/2022 às 15h44min - Atualizada em 16/03/2022 às 15h44min

UEPG firma convênio para colaboração com Rede Feminina de Combate ao Câncer

Iniciativa garante campo de atuação a estudantes e professores da UEPG, que prestarão serviços de saúde para a comunidade atendida pela Rede

Da assessoria
Foto: Jéssica Natal
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) iniciou o processo de convênio com a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Ponta Grossa (RFCC-PG). A iniciativa garante campo de atuação a estudantes e professores da UEPG, que prestarão serviços de saúde para a comunidade atendida pela Rede. O convênio teve início de acordo nesta terça-feira (15), em reunião com professores do Setor de Ciências Biológicas e da Saúde (Sebisa) e representantes da Rede Feminina.

A Rede Feminina tem mais de 60 anos de história em Ponta Grossa, com trabalho pioneiro em coleta de exames de prevenção do câncer de colo uterino. A RFCC atende atualmente cerca de 280 pacientes de Ponta Grossa, além de usuários de outras cidades, os quais variam de acordo com o tratamento. “A Rede é uma instituição reconhecida pela excelência com que presta serviços à comunidade e que, ao longo dos anos, tem integrado, de modo informal, a comunidade universitária”, ressalta o reitor pró-tempore, Silvio Rutz da Silva. Segundo ele, formalizar a parceria oportuniza maior contribuição para as ações da organização, “ao mesmo tempo em que abre espaço formativo de nossos estudantes, o que contribuirá com a amplificação das ações ofertadas à comunidade pela Rede”.

O convênio tem uma importância histórica para a Universidade, uma vez que professores já atuam como voluntários na organização,  de acordo com a diretora Fabiana Postiglioni Mansani. “Os professores Gilmar Nascimento e Fábio Mansani trouxeram essa ideia para nós em janeiro deste ano, para conseguirmos oficializar uma atividade que já vem sendo desenvolvida e garantir que os nossos alunos da graduação tenham esse campo tão rico de atuação nos cursos de graduação”, destaca. A parceria garante o atendimento a pessoas em vulnerabilidade social.  “Resulta numa melhora na saúde e na qualidade de vida da população atendida, sem dúvidas”. A diretora ainda ressalta a importância da parceria entre a UEPG e uma organização de tradição na cidade, como a RFCC. “Representa um passo ao encontro da comunidade que precisa de um atendimento especializado”.

No próximo mês, a organização irá inaugurar uma clínica solidária, com consultórios ginecológicos, oncológicos, de fisioterapia, psicologia e odontologia, além de  uma sala de aula estudantes e professores da UEPG. “O convênio da UEPG com a Rede é um sonho de longa data que nós tínhamos, desde que começamos a pensar em construir uma clínica solidária, com funcionamento permanente”, comemora a presidente da organização, Vani Fadel. Em conversa com professores da UEPG, surgiu a ideia de utilização dos espaços da Rede pelo curso de Medicina. “Os caminhos foram se abrindo e hoje já estamos com esse convênio praticamente firmado. Nós unimos o útil ao agradável, ajudando a população mais carente”, afirma. A presidente enfatiza que Ponta Grossa terá um ganho na saúde, a partir do início da parceria. “Haverá um marco para a saúde após o início das atividades na clínica solidária”.

Medicina

A RFCC iniciou o trabalho de prevenção de câncer de colo uterino em uma época que o sistema público municipal ainda não fazia este trabalho, conta o professor do Departamento de Medicina, Fábio Mansani. “Hoje, a Rede faz muito além, com programas de assistência, alojamento, transporte e uma gama de serviços para a população carente em tratamento de câncer”, explica. O convênio oferece uma oportunidade da Universidade estar mais próxima da população, fortalecendo também as ações da Rede. “Vemos neste espaço uma excelente oportunidade de aprendizado, desde as técnicas de exame ginecológico, análise de exames e principalmente um conhecimento de uma realidade sobre as dificuldades que o tratamento oncológico impõe, aumentando a sua percepção sobre o ser humano e a solidariedade para com os pacientes”, salienta.

O curso de Medicina da UEPG já iniciou um projeto piloto, com atendimento durante as aulas da disciplina de ginecologia e do internato. “Daqui em diante, novos projetos devem ser desenvolvidos na extensão e pesquisa, trazendo outros cursos além da Medicina, como Administração, Direito e outras que, com certeza, vão encontrar ali um espaço para fazerem parte de projeto”, finaliza Fábio.

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