23/03/2022 às 14h49min - Atualizada em 23/03/2022 às 14h49min

Super Mulheres: Jussara Prado, ensinando como se amar mais e melhor

A Psicóloga conta sobre suas batalhas pessoais, o que lhe motiva a seguir em frente e como trabalha promovendo uma vida mais saudável e de qualidade a seus pacientes

Por Daniely Neiverth
Foto: Divulgação
No Mês da Mulher, preparamos uma série de entrevistas com mulheres que atuam em Ponta Grossa e região, e que são professoras, empresárias, políticas, mães, avós e tudo o que elas quiserem ser. 

Jussara Doretto Benetti do Prado, tem 29 anos. É Psicóloga e atua na área clínica há quatro anos. Já atuou na área organizacional também como consultora em gestão de pessoas. É casada e tem um filho de 13 anos que, segundo Jussara, é uma das pessoas mais incríveis que já conheceu na vida.

Quais são as suas realizações pessoais e/ou profissionais que a deixam mais orgulhosa?

Minha graduação foi algo sofrido. Por motivos pessoais, transferi o curso para Ponta Grossa. Depois de três anos completos e, devido à incompatibilidade da grade curricular, fiquei mais quatro anos estudando. Me orgulho da força que tive e da rede de apoio que me cercava naquela época, para que eu pudesse concluir algo tão importante na minha vida.

Me orgulho da minha maternidade. Fui mãe aos 16 anos, no susto, e solo por um tempo, e graças ao apoio do meu pai e da minha avó, concluí o ensino médio e ingressei na universidade. Ouvi muitas coisas desnecessárias ao meu respeito e a respeito do futuro do meu filho, por eu ser mãe adolescente, e me orgulho por não ter me desanimado com isso.

Me orgulho da família que construí e que, de certa forma, ainda está em construção. Cresci em um lar com muitos conflitos familiares, falta de demonstrações de afeto e carinho, falas ferinas... hoje, eu e meu marido buscamos fazer diferente em casa. É abraço, beijo, te amo pra cá e pra lá, para todos da casa. Inclusive para a nossa gata.

Hoje eu não tenho vergonha de ser quem eu sou, de fazer o que quero e viver o que tenho vontade. E quando canso, me frustro ou desanimo, me acolho, respiro fundo e reduzo a velocidade. Mas, me orgulho de conseguir continuar em movimento, mesmo que em marcha lenta, respeitando meus limites. Poder prover uma vida de qualidade para mim e para minha família é algo que me aquece o coração. Pois, é com isso que me abasteço, para poder prover uma profissional cada vez melhor para meus pacientes, em que eles possam fazer tudo isso por eles próprios.

O que te motiva a superar desafios?

Em relação à vida pessoal, o que me motiva é saber que se eu não fizer por mim, mais ninguém vai fazer. E ao trabalho, o que me motiva a fazer tudo que eu faço é saber que existem pessoas que precisam da Psicóloga do cabelo azul/turquesa/roxo, ardida e extrovertida, para ajudá-las a se amarem mais e melhor, a se cuidarem e a terem relacionamentos mais saudáveis de uma maneira leve e descontraída.

Quais são as mulheres que te inspiram?

TODAS. Porque toda mulher que eu conheço um pouco da história, tem algo para inspirar. Mas, sem dúvida, as que eu mais convivo hoje me inspiram demais em sua garra, determinação, inteligência, profissionalismo, amor, carinho e em tantas outras qualidades, que me faltaria espaço para nomear tudo.

Para você, o que é ser mulher?

Como profissional que estuda e trabalha em cima de temáticas como feminismo, gênero, sexualidade e outros, eu acho complexo definir o que é mulher. Na verdade, não me sinto no direito de definir o que é mulher. Acredito que a mulher é quem se define como mulher, seja ela mulher cis heterossexual, mulher trans, travesti, lésbica, bissexual, pansexual ou assexual. Ter um útero ou não, ser mãe ou não, usar saias ou calças, trabalhar ou ficar em casa, beijar homens ou mulheres, performar o “feminino”... nada disso tem a capacidade de definir uma mulher, a não ser que ela mesma queira e se permita definir assim. Só ela tem esse direito e poder. 

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