22/03/2021 às 10h23min - Atualizada em 22/03/2021 às 10h23min

​VÍDEO: Manifestação por intervenção militar com Bolsonaro no poder reúne cerca de 200 pessoas em PG

Manifestantes enfatizam que não estão pedindo uma nova ditadura: "Só precisamos que Bolsonaro consiga governar"

Por Rafael Guedes
Foto: Divulgação
Uma manifestação a favor de intervenção militar com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no poder reuniu, segundo a organização, cerca de 200 pessoas na tarde deste domingo (21), em Ponta Grossa. Os manifestantes fizeram uma carreata com paradas na porta do 13.º Batalhão de Infantaria Blindada (BIB), no bairro de Uvaranas, e do comando da 5.ª Brigada de Cavalaria Blindada, na praça Marechal Floriano Peixoto, no Centro. 

Segundo o relato de um dos participantes, cerca de 80 carros participaram do ato, com muitas pessoas aderindo à manifestação ao longo do caminho. Entre os participantes, o clima era de alegria após o encerramento do protesto, por volta das 18h. “O meu coração derrete com o povo lutando. Vamos chamar mais gente. Não temos pão com mortadela. Temos amor pela nação e queremos mais liberdade, um país mais justo”, escreveu uma manifestante nas redes sociais.  

“Não é ditadura”

A manifestação fez parte de uma série de atos que tomaram o Brasil no domingo. “São várias formas de pedir a mesma coisa, ou seja, a intervenção militar com o presidente Bolsonaro no poder. Não tem nada a ver com o artigo 142, com o AI-5, nós não estamos pedindo ditadura militar. Nós estamos pedindo uma intervenção militar e que mantenha o poder democrático, que fique o presidente eleito democraticamente e que eles venham intervir com o Superior Tribunal Militar [STM], para julguem o que está certo e o que está errado”, explica Beto Okazaki, um dos organizadores do ato. 

Na visão de Okazaki, o STM tem competência para fazer valer a Constituição Federal porque é “livre de uma ideologia política” e defende valores militares como a hierarquia e a disciplina. “O que rege a sociedade brasileira é a Constituição de 1988. Então todos os atos políticos dos Três Poderes seriam julgados pelo Superior Tribunal Militar. É uma Corte marcial. O que nós pedimos é isso. Que eles venham julgar e deixem o presidente eleito democraticamente governar segundo as determinações que ele trouxe em sua campanha”, aponta. 

Interferências 

Para o organizador, o presidente não consegue implementar as suas propostas por conta da intervenção dos outros Poderes. Ele alega que o Legislativo e o Judiciário estão impedindo o Executivo de colocar em prática o governo esperado pelos eleitores. “O governo não está conseguindo atuar devido a essas interferências dos outros Poderes, principalmente do STF [Supremo Tribunal Federal]. Nós não somos contra as instituições nem contra os Poderes democráticos. Nós só precisamos que aquele que nós elegemos para governar consiga pôr em prática as pautas que nos fizeram votar nele”, defende Okazaki.

Assista a dois vídeos que mostram momentos diferentes do ato, um em frente ao 13.º BIB e outro em frente ao comando da 5.ª Brigada de Cavalaria Blindada: 





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